É possível imaginar a vida sem uma pizza no sábado à noite? Ou no domingo, na sexta, talvez na quinta? Melhor na segunda, para tudo começar em pizza. Disputando com a macarronada a receita é a maior representante da cozinha italiana em todo o mundo. E contrariando um pouco os puristas, ela aparece de tudo quanto é jeito em qualquer lugar do mundo. Tem até quem goste de pizza com shoyo, ketchup e maionese. Eca! Quem respeita a tradição conhece os segredos e a nobreza da Margherita, a rainha das pizzas cultuada pelos napolitanos. Mas quem será o inventor do prato que os paulistas consideram a oitava maravilha do mundo?
Como é comum no mundo gastronômico, é muito difícil precisar a origem da pizza, até porque depois que o homem descobriu um jeito de triturar cereais, misturá-los com água e assar no fogo, a pizza pode ter nascido até na Pérsia. Mas existem algumas versões interessantes. Na antiguidade os gregos já misturavam água com farinha de trigo, de arroz ou até de grão-de-bico, e assavam sobre tijolos aquecidos com cinzas de pinheiro silvestre. Essa massa chamava-se picea, que eles comiam com molhos variados. Perto de Nápoles, em Pompéia, nas ruínas da Via Dell’Abbondanza existiram vestígios de massas assadas sobre mesas de pedra. Mas é mesmo aos napolitanos que se atribui a origem da pizza moderna. E é aos pizzaiolos napolitanos que se deve a introdução do tomate na pizza. Afinal, o tomate - fruto da América - só chegou a Itália depois da expedição de Cristóvão Colombo em 1492. Pasmem: até então os italianos comiam aquela macarronada sem tomates! E hoje o tomate é para as pizze (plural de pizza) como o fermento é para o pão.
A pizza entrou no Brasil com os imigrantes italianos no século passado nas primeiras cantinas de napolitanos da cidade de São Paulo, onde mais se come pizza no mundo. Para o paulistano uma semana sem pizza é uma tortura. Segundo a empresária e pizzaiola paulista Christiane Lilla Cunhao a ‘‘a vida sem ela não tem cor nem sabor’’. Em qualquer parte do mundo Christiane pára e experimenta a pizza local. De tanto gostar e comer pizza, ela acabou abrindo uma ‘‘oficina’’ em casa, para nunca ficar sem uma pizza. Ali ela faz combinações inusitadas para atender aos amigos, mas afirma como tradicional paulistana: a verdadeira pizza é a só de mussarela e a pizza de São Paulo é a melhor do mundo. Melhor até do que a napolitana, que é mais pesada e com menos recheio’’.

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