Apesar de existir um torneio de pesca no oeste do Paraná, o tucunaré não é típico do Estado. Segundo as histórias de pescadores da região, o peixe foi trazido por um fazendeiro do Rio Amazônas para um criatório fechado, que acabou se rompendo devido a chuvas fortes. Os exemplares conseguiram chegar até o Lago de Itaipu onde começaram a se reproduzir rapidamente, já que este espécime tem poucos predadores e prefere águas paradas de poços ou represas.
O tucunaré é considerado o peixe símbolo da pesca esportiva no Brasil. Há décadas, os índios e caboclos da Amazônia já pescavam o tucunaré com iscas artificiais antes desse tipo de pesca se difundir no Brasil. Atada a uma corda fina, a isca feita de penas vermelhas era arrastada pela canoa ou atada a uma vara comprida com cerca de 1,5 metro de linha que era passada na flor d‘água. Esse sistema de pesca era conhecido por Pinda-Siririca.
Hoje mesmo as iscas artificiais sendo pouco utilizadas, os resultados são excelentes. Como isca natural são utilizados pequenos peixes vivos que devem ser arremessados junto às margens, perto de galhadas e pedras. (E.D.)

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