Trombonista montou uma grande orquestra de sopros
São Paulo, 27 (AE) - O trombonista Vittor Santos, de 34 anos, fez o que pouca gente nem sequer imaginaria fazer: montou uma grande orquestra de sopros. O som de seu trombone é mais conhecido do que seu nome - aquele solo na abertura da novela Suave Veneno (a música é de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), os sopros que emolduram a voz de Ed Motta em Falso Milagre do Amor - e intervenções em gravações de Beth Carvalho, Lulu Santos, Tom Jobim, Gal Costa, Moraes Moreira...
Ele é um autodidata. Nasceu em Petrópolis, teve professora de violão aos 8 anos, aprendeu a ler música aos 11, quando, ao mesmo tempo, fazia arranjo para a banda de sopros da cidade (os integrantes tinham, todos, por volta de 50 anos). Não se formou em música. Aprendeu o restante do necessário na prática.
Fazia arranjos para discos (nada muito conhecido) já aos 16 anos e conheceu o sucesso como arranjador em 1985, quando trabalhou com Beth Carvalho na música Toque de Malícia, de Jorge Aragão. Tornou-se um dos músicos mais solicitados do País - como arranjador e instrumentista. Grava de tudo - a não ser pagode, avisa.
Ficou amigo do arranjador Ian Guest, de quem nunca foi aluno formal, mas com quem aprendeu muito. A nova Vittor Santos Orquestra está fazendo seu primeiro disco (ainda sem gravadora definida), embora Vittor tenha gravado outros dois, com uma orquestra anterior (Aquarela Brasileira, de 1986, e Um Toque Tropical, do ano seguinte). A formação: cinco trombones (contando o do líder), quatro saxes alto (alternando com flautas em dó), quatro saxes soprano (também com flautas em dó), cinco trompetes (alternando com flugelhorns) mais piano, baixo, guitarras e bateria.





