Na última segunda-feira, na reunião entre artistas, técnicos e produtores culturais com a secretária da Cultura do Estado, Mônica Rischbieter, foi decidido que haverá mudanças na forma de julgamento para premiação através do Troféu Gralha Azul: o voto passa a ser justificado e serão nove os jurados.
Atendendo a uma reivindicação da classe artística, as justificativas ficarão à disposição dos interessados. Os envelopes com as notas ou abstenções seguidas das suas explicações serão colocadas em envelopes lacrados que só serão abertos no dia do julgamento.
Segundo o iluminador Beto Bruel a justificativa possibilitará uma maior transparência ao processo. ‘‘Ficaríamos sabendo, por exemplo, por que a peça ‘A Vida é Cheia de Som e Fúria’ - sucesso de crítica e público - e nenhuma peça infantil foram indicadas este ano’’, justifica.
‘‘As mudanças começaram e isso é o mais importante’’, analisa a secretária executiva do Troféu Gralha Azul, Célia Polidoro. ‘‘As notas serão uma experiência nova. Mas os critérios de avaliação ainda serão definidos’’, afirma. Haverá ainda uma pesquisa durante o Festival de Teatro de Curitiba para que as pessoas possam dizer se gostariam de participar da comissão julgadora.
Para este ano, a comissão ficou definida com os seguintes nomes: Maria Comninos (professora universitária), Jane D’Ávila (representante da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), Gilson Marcos Pereira de Oliveira (ator e produtor teatral), Christine Baptista (coordenadora da Lei Municipal de Incentivo à Cultura), Ana Camatti (especialista em Shakespeare), Paulinho Lamarca (ator), Sinday Garcia (arquiteta), Célia Arns (professora universitária) e Alexandre Furlaneto (estudante de Direito). A mesma comissão julgadora não participará do processo por mais de dois anos.

mockup