Arquivo FolhaGrupo da Terceira Idade do Sesc, um do projetos presentes ao encontroO 2º Encontro de Projetos Cênicos, evento que faz parte da Mostra Regional/Nacional do Festival Internacional de Londrina, será realizado hoje e amanhã no Hotel Sumatra. O Encontro reúne coordenadores de projetos que utilizam o teatro como forma de integração e mobilização de pessoas e comunidades.
O principal objetivo é a troca de experiências, informações e divulgação dessas atividades. A segunda edição do evento conta com a participação de projetos de São Paulo e Belo Horizonte, além de seis que são desenvolvidos em Londrina.
Entre os presentes está a Associação Comunitária Monte Azul, que desenvolve atividades teatrais para promover e incentivar a gestão comunitária. O projeto ‘‘Favela do Cidadão’’, por exemplo, procura oferecer cultura, lazer e educação à população de alguns bairros carentes de São Paulo. A Associação mantém um Centro Cultural que desenvolve trabalhos nas áreas de teatro, dança, música e capoeira. Entre eles está o Grupo de Teatro Monte Azul Núcleo 2, dirigido pelo escritor Reinaldo Maia.
Já ‘‘O Circo de Todo Mundo’’ é um projeto realizado em Belo Horizonte que reúne 200 crianças. O trabalho foi desenvolvido a partir da coordenação de Marcelo Bones - sociólogo, ator e diretor - à frente do Núcleo de Atividades Culturais de Capacitação.
‘‘Este é o segundo ano que participamos do Encontro e consideramos uma forma de reconhecimento e divulgação do nosso projeto, para que ele tenha uma abertura maior perante a sociedade’’, explica a psicóloga e atriz Maria Amélia Melo, que coordena um grupo de crianças e adolescentes do Patrimônio Espírito Santo, em Londrina.
Maria Amélia trabalha há dois anos desenvolvendo atividades teatrais no local, e já montou os espetáculos ‘‘O Patinho Feio’’ e ‘‘Palhaços’’. O projeto chama-se Cometa Alegria e já rendeu até um Núcleo de Teatro, que funciona no Patrimônio. ‘‘Estamos resgatando um movimento cultural próprio que anda esquecido na região. Além disso damos assistência à saúde das crianças, oferecendo atendimento odontológico’’, comenta.
Outro bairro que conta com um projeto parecido é o União da Vitória, onde o diretor Silvio Ribeiro vem montando grupos de crianças e adultos há quatro anos para ensinar a linguagem teatral. ‘‘O objetivo principal é este, mas conseguimos abranger várias outras situações, discutindo a questão da violência, da família, da frequência à escola. A gente toca nesses assuntos durante nossas brincadeiras e exercícios’’, revela Ribeiro.
Os ensaios são abertos para incentivar a participação da comunidade. A primeira montagem ocorreu em 96, com a peça ‘‘A Viagem’’. ‘‘No grupo de adultos já surgiram até debates para discutir os problemas do bairro, coisa que também acontece com as crianças, só que em menor grau’’, acrescenta.
Silvio Ribeiro, que também é professor da Escola Municipal de Teatro, conta com o apoio da Funcart para desenvolver as atividades. ‘‘O projeto se tornou uma turma da Escola Municipal de Teatro, só que com uma metodologia diferente, adaptada à realidade do bairro.’’
Coordenado há 10 anos por João Henrique Bernardi, o Grupo de Terceira Idade do Sesc Londrina já montou espetáculos como ‘‘100 Anos de Cinema e Moda’’, ‘‘Londrina - Zona Paraíso’’ e também pesquisa a história da cidade. O grupo é dirigido por Maria Fernanda Coelho, integrante do grupo Proteu da Universidade Estadual de Londrina.
Levar um pouco de alegria às crianças internadas no Hospital Universitário de Londrina. Este é um dos objetivos do ‘‘Plantão Sorriso’’, projeto que reúne atores e atrizes que ajudam na convivência das crianças com o ambiente hospitalar. O projeto, que também participa do Encontro, é coordenado pela psicóloga Luciana Bazzo.
As atividades teatrais também estão auxiliando um grupo de 12 integrantes da Apae de Londrina. Coordenados pela psicóloga Solange Ferreira, o grupo também levanta o debate sobre a questão do deficiente mental e sua relação com a sociedade.
Outro projeto que participa do Encontro é o Seta - Sensibilização-Educação-Trabalho-Atualização - que utiliza a linguagem teatral para ajudar no aprendizado de crianças. Elaborando personagens, textos e diálogos, as crianças aprendem se divertindo. Uma das idealizadoras da escola é a educadora Mira Roxo.

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