Entre outubro de 2019 e agosto de 2020, o Triolé, grupo de palhaços, vai realizar o projeto “Triolé Fora da Estrada no Norte Pioneiro” e vai passar pelas 46 cidades da região levando espetáculos, oficina, bate-papo e exibição de filme. O projeto conta com o apoio da Copel e incentivo do Profice (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura). Os atores Gerson Bernardes e Alexandre Simioni, do Triolé, vão passar ficar em média três dias em cada cidade. O cinegrafista Lafaiete do Vale vai registrar todas as atividades do grupo que, posteriormente, se transformarão em documentário. A presença do cinegrafista também será importante para captar questões geográficas e sociais de cada lugar, além de personagens da cidade, lendas e mitos. “É muito mais do que ir e levar espetáculos, também estamos recebendo coisas, é muito mais rico do que só levar espetáculos”, diz Simioni.

Em cada cidade o grupo vai apresentar os espetáculos “Qual a Graça de Laurinda?”, “O Zelador” e “Subs-solos”, além de promover uma oficina de palhaçaria, bate-papo sobre a arte e a exibição do filme “Betão Ronca Ferro”, com roteiro e produção de Mazzaropi. Toda a programação será feita em espaços públicos, como praças e parques, para que seja acessível ao maior número de pessoas. Bernardes diz que essa sempre foi uma das características do Triolé, que existe desde 2010. “Trabalhamos com esse perfil de levar apresentações, lugares que comumente não têm atividade cultural. Quando apresentamos em Londrina, tentamos descentralizar. A Vila Triolé é fora do centro da cidade por conta disso”, explica.

'Subs-solos' , da companhia Triolé: um dos três espetáculos que serão levados a várias cidades
'Subs-solos' , da companhia Triolé: um dos três espetáculos que serão levados a várias cidades | Foto: Amanda Freire/ Divulgação

Os atores e cinegrafista vão viajar num motorhome e dormir em cada município. Além disso, vão levar seu icônico fusca, que os acompanha desde 2014, que também vai auxiliar na montagem da estrutura dos espetáculos e servir como carro de som para divulgação.

As expectativas dos atores são de mexer com a dinâmica das cidades. “O fato de chegarmos numa praça central e montar uma estrutura, lona, parar um motorhome, um fusca, colocar iluminação, isso por três dias, pode mudar o ritmo da cidade”, afirma Simioni. Para eles, o objetivo é movimentar o maior número de pessoas possível. Segundo Bernardes, eles desejam causar curiosidade. “A gente quer instigar a população para a arte e a cultura. Instigar a população para que ocupe espaços públicos. Instigar para que as atividades artísticas continuem acontecendo ou que sejam valorizadas”, afirma.

Essa não é a primeira vez que o Triolé circula em cidades de menor porte ou distritos rurais, mas esse projeto é o que possui maior duração e, nas palavras de Bernardes, o mais potente. Antes de partirem, vão realizar uma apresentação gratuita em Londrina neste domingo (29), às 16h30, na Praça Nishinomiya. A intenção é mostrar para a cidade o projeto, que será levado para outros municípios.

* Supervisão: Célia Musilli

Editora da Folha 2

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