O segundo dia de viagem é dedicado à parte alta, que mais se assemelha a um imenso campo de futebol (são aproximadamente 45 km x 90 km de extensão) com chão irregular. Nesse platô fica a nascente do Rio São Francisco, que tem jeito de brejo, porém sem lama. O fundo é calcário, o que garante mergulhos em águas transparentes o ano todo. Dali, pega-se uma trilha para a cabeceira da Cachoeira da Casca d’Anta.
Ver os animais que habitam o parque é questão de sorte. Geralmente, eles aparecem na aurora e no ocaso do dia. Mas, como o parque abre às 8 e fecha às 17 horas, o que resta é cruzar os dedos.
A fauna da região é composta por espécies ameaçadas de extinção, como tamanduá-bandeira, veado-campeiro e lobo-guará. Mais ariscos ao ser humano (e, portanto, mais difíceis de se aproximar), há o tatu-canastra, o pato-mergulhão, onça parda, lontra e macaco-sauá.
O cachorro-do-mato, assim como diversas espécies de aves, são mais fáceis de se apreciar. Seriemas, emas, gaviões-carcará, gaviões-caboclos, urubus-rei e canários-da-terra enchem a visão do visitante. (M.P.)

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