Trilha tem rock antigo e country
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quinta-feira, 29 de junho de 2006
Lauro Lisboa Garcia<br> Agência Estado 
Misto de score original composto por Randy Newman e compilação de canções pop, o CD com a trilha sonora de ''Carros'' (Walt Disney Records) repete a fórmula bem-sucedida, comercialmente, de uma infinidade de outras do gênero. A música incidental ocupa 11 das 20 faixas e alterna climas de serenidade e euforia.
Um dos pontos favoráveis é que não há nenhum daqueles temas lacrimosos e pomposos candidatos ao Oscar, tipo ''Pocahontas'', interpretados por cantoras gritalhonas que proliferam como Gremlins. Há um forte acento country nos temas originais, como seria de se esperar de um expoente do gênero, como Newman.
Em certos momentos, como na Corrida de Abertura e em McQueen Perdido, a música remete a temas de filmes famosos como ''Super-Homem'' ou ''Indiana Jones'' (que servem às mesmas previsíveis funções em cenas de ação), alternando com investidas no rock. Supondo que o público infantil seja o alvo principal, é difícil que as tais faixas sejam ouvidas fora da sala de projeção.
Apesar de canções exclusivas e novas de Sheryl Crow, Brad Praisley e James Taylor, nessa parte, ''Carros'' é um tanto retrô como suas similares, mas pelo menos a molecada que acompanha filmes de animação tem sido brindada com clássicos do pop-rock e de alguma maneira isso contribui para melhorar o repertório. Assim, teve Elvis Presley em ''Lilo & Stitch'', ''The Ventures em Madagáscar'', James Brown em ''Robôs'' e outras coisas bacanas em ''Shrek''.
''Carros'' tem velharias divertidas como ''Sh-Boom'', com The Chords (1954), e duas versões do maior clássico da canção estradeira: ''Route 66''. Uma recente, cantada por John Mayer; e a, melhor, de 60 anos atrás, na voz do outro Rei do Rock: Chuck Berry. Irretocável.


