ReproduçãoNirvana: morte do líder Kurt Cobain colocou fim à cena grungeMeca da música moderna, sede da ressurreição do rock, berço da principal banda dos últimos tempos. Tudo já foi falado e escrito à exaustão sobre a cidade de Seattle (EUA), sua cena roqueira, o Nirvana, camisas de flanela, gorros, o grunge. Em 1996, o movimento que mudou o rumo da música alternativa do planeta no final dos anos 80 e começo dos 90, atingiu uma outra linguagem e chegou aos cinemas norte-americanos, ao ser ‘‘traduzido’’ para as telas pelo filme-tributo ‘‘Hype!’’.
Com um triste ar de documentário de algo bom que morreu e não volta mais, ‘‘Hype!’’ entra em cartaz na próxima sexta, dia 21, em São Paulo. O Rio de Janeiro já ‘‘ouve’’ o filme desde 31 de janeiro.
Camisas de flanela Com excelente qualidade de som e imagem, ‘‘Hype’’ traz apresentações ao vivo das bandas Soundgarden, Mudhoney, Nirvana, Pearl Jam, Melvins (...) e entrevistas com membros-chave da indústria fonográfica de Seattle, como Bruce Pavitt (da gravadora Sub Pop) e o produtor independente Jack Endino, responsável pelo primeiro disco do Nirvana.
Gravado de 1992 a 1996 por Doug Pray - fã de punk rock e diretor de videoclipes - o filme conta direitinho como o movimento grunge nasceu, filho de bandas heavy dos anos 80; fala da descoberta da cena pelo semanário inglês ‘‘Melody Maker’’; mostra o surgimento do fenômeno Nirvana e o estrago que ‘‘Smells Like Teen Spirit’’ causou nas paradas; e lembra a morte de Kurt Cobain, que marca também o fim do movimento.
‘‘Hype!’’ discute ainda a capitalização da cena: das fuleiras camisas de flanela ilustrando editoriais de moda às bandas de outras cidades que se mudavam para Seattle para serem ‘‘descobertas’’. É um filme espetacular e, para quem gosta, dá uma saudade imensa dos bons tempos da cena. E uma vontade louca de escutar Nirvana até os tímpanos estourarem.

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