Tributo à mulher pioneirA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de julho de 1997
Celina Alonso Az Maringá 
Durante décadas a história de Maringá valorizou a figura e o espírito do pioneiro, deixando em segundo plano a luta e a determinação das mulheres que ajudaram a construir a estrutura social da cidade. Hoje e amanhã, às 20h30, essa história será contada através do espetáculo de dança Maria do Ingá, da Academia Daísa Poltronieri, no Teatro Calil Haddad.
O projeto Maria do Ingá é o resultado de um pesquisa histórica fundamentada por pessoas que fizeram parte da construção de Maringá. A Prefeitura e a UEM estão planejando realizar uma série de eventos culturais, inclusive um tablóide, sobre a participação da mullher na formação da cidade, resgatando as raízes da mulher maringaense.
O espetáculo tem apoio da Prefeitura de Maringá em parceira com a Pró-Reitoria de Extensão Cultural da Universidade Estadual de Maringá. É importante porque tenta resgatar o real papel da mulher no processo de colonização da cidade. Ela dava o suporte ao marido que ia para o trabalho, atuava na mão-de-obra na colheita do café, e na educação e na saúde dos filhos. Sua função não era só na retaguarda, mas em toda a estruturação da família, lembra a técnica cultural Laura Chaves que acompanha a produção pela UEM.
As músicas coreografadas por Daísa Poltronieri e João Roberto de Souza, coreógrafo de São Paulo, fazem parte da história da época. Entre elas Felicidade, de Lupicínio Rodrigues e a Maringá, de Joubert de Carvalho que deu o nome à Maringá, hoje conhecida como a Cidade-Canção.


