Chegou a vez do reggae. Na diversidade de ritmos que animou o Cabaré do Filo este ano, a missão de contaminar o público com os sons da Jamaica ficou com o grupo Tribo de Jah.
O show começa às 23 horas no Centro de Eventos Maracaju (esquina das avenidas Arthur Thomas e Tiradentes). Fundada há 16 anos na Escola de Cegos de São Luís do Maranhão, sua formação inclui quatro componentes com deficiência visual e um com visão parcial. Já lançou oito discos. O mais recente, ‘‘Essencial’’, saiu no ano passado reunindo regravações das principais faixas registradas nos álbuns anteriores.
O radialista paulista Fauzi Beydoun, o único não-cego, foi o último a entrar na banda chegando a lançar um trabalho solo, o CD ‘‘Reggae N’ Blues’’. Além dele, fazem parte do grupo Zé Orlando (vocais e percussão), Achiles Rabelo (baixo, voz e vocais), Neto (guitarra, vocais, midi e violão), Frazão (teclados e vocais) e João Rodrigues (bateria).
Em 1998, a Tribo de Jah abocanhou um disco de ouro com as vendagens de ‘‘Reggae na Estrada’’. Todos os títulos saíram pela Indie Records. O grupo foi uma das atrações do Rock in Rio 3 e já tocou no Sunsplash (na Jamaica), o maior festival de reggae do mundo. A banda é a grande expoente da cena musical de São Luís, considerada a ‘‘Jamaica brasileira’’.
Lá, a paixão pelo reggae equivale ao samba nos morros cariocas. Clubes improvisados em salões de escola, radiolas (tradução local dos célebres sound-systems da matriz) e vários programas de rádio trataram de difundir o balanço malemolente entre os cidadãos. Bob Marley, claro, é deus na área. O culto ao rei de reggae não poderia passar batido pela Tribo de Jah que, no começo de 2001, dedicou-lhe um álbum tributo.
Por isso, hits de Marley também estarão no show de hoje à noite no Cabaré. Depois deles, sobem ao palco as bandas locais Primos da Cida e Mama Quilla. Os ingressos estão à venda a R$ 10,00 na Casa de Cultura (Praça 1º de Maio, 118). A programação musical do Filo termina amanhã com o show de Beth Carvalho.

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