Há três meses, uma enorme cicatriz se abriu no centro de Londrina. Em chamas, o Cine Teatro Ouro Verde - maior espaço cultural da cidade - se transformava, diante dos olhos da população, lentamente em ruínas. A mobilização foi imediata; abalada com a perda de uma de suas estruturas mais significativas, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) logo recebeu votos de solidariedade da sociedade civil, assim como o apoio simbólico da Prefeitura de Londrina e do Governo do Estado. Este se comprometeu publicamente em ajudar no processo de reconstrução, estimado inicialmente em cerca de R$ 25 milhões pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal. Mas até agora, quase cem dias depois da tragédia, o que foi feito de concreto?
''Por ser um patrimônio histórico, nós tivemos que prestar muitas contas, principalmente para o Iphan (Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e para a Secretaria de Cultura. Durante o primeiro mês após o incêndio, tivemos as questões envolvendo a perícia feita no local'', relata a professora Silvia Galvão, diretora do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da Universidade e envolvida nos projetos estruturais da reconstrução. ''Agora sim, já estamos nos aproximando da fase de retirada de escombros'', afirma, animada. A empresa que fará o serviço já foi definida, e o contrato deve ser formalizado ainda esta semana. Ela terá o prazo de 45 dias para concluir a retirada total dos escombros.
Além de muito trabalho nos bastidores, esses três meses também foram marcados por iniciativas de diversas camadas da sociedade civil. A comunidade artística londrinense se mobilizou através de concertos e apresentações que homenagearam o tradicional espaço cultural.

Leia mais na reportagem exclusiva de Rafael Ceribelli para assinantes da FOLHA.

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