Três grupos disputam última eliminatória do Prêmio Eldorado de Música
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sábado, 16 de outubro de 1999
Por Antonio Gonçalves Filho 
São Paulo, 17 (AE) - A última prova eliminatória do 10.º Prêmio Eldorado de Música será realizada amanhã (18), às 19 horas, no Teatro Cultura Artística. Disputam a oitava eliminatória três grupos, o Duo Sonâncias (percussão e piano), o Dolce Duo (flauta e harpa) e o conjunto vocal Jardim Musical, que se apresentam nesta ordem.
O Duo Sonâncias, formado pelo percussionista Luís Carlos de Oliveira e a pianista Cristina Blóes, é de São Paulo. Ele é integrante da Orquestra Experimental de Repertório. Ela faz parte de outro grupo de percussão do Conservatório de Tatuí. A idéia do duo não descarta a atuação dos músicos como solistas. "A percussão não acompanha o piano e recusamos o papel de coadjuvantes", adianta Oliveira, apontando como exemplo dessa autonomia a peça Childrens Song, de Chick Corea, a segunda do programa desta segunda-feira.
"Exploramos um lado mais lírico e menos jazzístico dessa peça de Corea com o vibrafone complementando a sonoridade do piano", adianta o percussionista do duo. A abordagem da peça de abertura, um choro de Edmundo Villani, Pretensioso, segue a mesma linha. "Queremos mostrar o diálogo entre o vibrafone e o piano, o trabalho de dois solistas que se reuniram há um ano para formar um duo dedicado aos contemporâneos brasileiros."
O segundo grupo da noite, o Dolce Duo, formado pela flautista Luciana Morato e pela harpista Cristina de Carvalho, ambas de Brasília, tem objetivos semelhantes. "Nosso trabalho é o de interpretar música brasileira contemporânea, fazendo transcrições de autores como Cláudio Santoro, por exemplo", conta a flautista Luciana Morato. "O que nós buscamos é a harmonia entre a flauta e a harpa, uma interação, em que os dois trocam de papéis como solistas", explica a flautista. Ela é de uma família de músicos, assim como Cristina de Carvalho, sobrinha-neta do maestro Eleazar de Carvalho.
O terceiro grupo da noite, o conjunto vocal Jardim Musical, foi formado há dois anos por músicos da Unicamp. São 12 músicos que se uniram para pesquisar basicamente o repertório barroco, segundo o cravista Cláudio Augusto Barducco Ribeiro. "Procuramos essas obras raras em tratados musicais e tentamos utilizar também instrumentos de época", diz o tecladista do grupo, que vai interpretar peças de Monteverdi, Finger, John Blow e Purcell.


