Três dias de choro
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Nelson Sato<br>Reportagem Local 
Já virou tradição. Há mais ou menos cinco anos, um grupo de instrumentistas desafia os ritmos musicais hegemônicos para formar rodas de choro em Londrina. Já mudaram várias vezes de endereço, mas nunca deixaram de tocar pelo menos uma vez por semana em algum bar da cidade.
Para comemorar o Dia Nacional do Choro, celebrado oficialmente hoje em homenagem à data de nascimento do compositor Pixinguinha (1897-1973), eles programaram três encontros ao longo da semana: hoje no Bar do Paulista (Rua Jorge Velho, 221), amanhã no Bar Brasil (Rua Pref. Hugo Cabral, 757) e sexta-feira no Bar Madalena (Rua Belo Horizonte, 219). O som começa a rolar às 20h, garantindo três dias de improvisos e virtuosismos.
"A gente se reúne constantemente. A agenda semanal teve início por volta de 2009, mas há mais de uma década o pessoal se junta para tocar na noite. Durante um bom tempo, nosso ponto era o bar Sabor e Ar (localizado no Zerão e já extinto). Depois passamos pelo Frigideira, Bodega Quebec, Dona Menina, Madalena e recentemente o Bar Brasil. Nesse tempo todo, circulou muita gente, inclusive músicos talentosos que vieram de outras cidades para morar em Londrina", conta o violonista Osório Perez, organizador das rodas.
Ele lembra que, na década passada, a flautista Rosana Moraes coordenou várias edições da Semana do Choro trazendo músicos de prestígio das principais capitais. "Agora ficou mais difícil realizar eventos com participação de artistas de fora. Não temos infraestrutura já que estamos com falta de teatros na cidade", assinala. Os bares tornaram-se, assim, os únicos espaços disponíveis para manter de pé as comemorações em torno do Dia do Choro.
Além de Osório, a turma de chorões é formada por Egberto Munhoz (flauta transversal); Roberto Meira, Lucas Fiuza, Cleberson Jordan e Roberto Souza (todos ao bandolim); Ramon Maciel (violão sete cordas); Guilherme Vilela (violão seis cordas); Guilherme Zanluchi, Carol Bianchini e Giovani Faria de Miranda (todos ao cavaquinho); Rogério Ivano, Silvia Borba e Carlos Pereira (todos no pandeiro); e Hélio (ovinhos).
Oficina
Alguns desses músicos integram o grupo Regional Vila Brasil, que tem feito shows na cidade desde o final do ano passado. Eles também conduzem uma oficina semanal de choro para músicos iniciantes. A atividade teve início em 2011 como uma forma de dar continuidade a uma oficina de choro realizada na edição daquele ano do Festival de Música.
Amanhã, no bar Brasil, a roda contará com alunos participantes do projeto. Também serão exibidos filmes temáticos sobre choro, numa iniciativa da produtora Kinoarte. O repertório dos encontros inclui composições de mestres do gênero como o homenageado Pixinguinha, Jacob do Bandolim (1918-1969) e Altamiro Carrilho (1924-2012).
SERVIÇO
Semana do Choro
Quando e Onde
- Hoje às 20h, no Bar Paulista (R. Jorge Velho, 221, esquina com a R. Amador Bueno Tel. 43 3025-2485)
- Amanhã às 20h, no Bar Brasil (R. Pref. Hugo Cabral, 757, esquina com R. Piauí Tel. 43 3323-4418)
- Sexta-feira às 20h, no Bar Madalena (R. Minas Gerais, 219 Tel. 43 3323-2963)


