Três canções e uma pilha de versos espertos
A veia poética do vocalista Alex Turner é o trunfo dos Arctic Monkeys. Talvez, sem suas letras inspiradas, a banda fosse solenemente ignorada num mercado tão concorrido como o inglês. Os temas giram em torno de relacionamentos, noitadas, cultura de rua.
O álbum Whatever People Say I Am, Thats What Im Not, lançado esta semana pela Trama, traz versos espertos e rock cru com pitadas de ska e energia punk. O som lembra os Libertines, banda inglesa já extinta que levantou alguma poeira três anos atrás e é influência assumida dos meninos.
O repertório do disco é desigual, com apenas três faixas realmente empolgantes. The View From the Afternoon, a canção de abertura, é uma delas com suas guitarras querendo furar os tímpanos do ouvinte. Em Mardy Bum, o que sobressai é a melodia e os riffzinhos irresistíveis. A Certain Romance, por fim, varia de um ska inicial para uma explosão de guitarras no final. É o grande destaque do CD, tão vibrante quanto as melhores canções dos Strokes ou do Bloc Party. E é só, pouco para tanto foguetório.
Mas a pressão do hype é implacável. Tem gente que, mesmo não tendo gostado, está ouvindo o disco sem parar. É para ver se acaba gostando.(N.S)





