Trechos do livro
Sobre as transformações na medicina
‘‘Não é de admirar que haja uma convicção crescente de que, apesar de seus ‘milagres’ passados e atuais, o sistema médico não é infalível e deveria ver com outros olhos alguns novos e diferentes conceitos, filosofias e abordagens para a prevenção e o tratamento das doenças.
Por que a maioria dos médicos se recusou a fazê-lo? Posso assegurar que não se trata de nenhuma conspiração para negar curas e avanços científicos. Todos aqueles livros e artigos de revistas que ‘expõem’ os muitos ‘segredos que seu médico não lhe contará porque ameaçam a renda que ele obtém’ não passam de lixo paranóico.
Uma razão para essa relutância é o medo do que a legitimação das abordagens alternativas possa encorajar os pacientes a abandonarem tratamentos comprovadamente bem-sucedidos. É por isso que alguns médicos se sentem mais à vontade com o termo ‘medicina complementar’, o que implica uma fusão de técnicas convencionais e não convencionais, em vez de uma negação massificada das terapias estabelecidas’’.
Sobre ervas medicinais
‘‘A boa notícia sobre as plantas é que algumas já demonstraram sua utilidade e costumam ser mais baratas do que os remédios farmacêuticos. Exemplos de algumas que foram aprovadas (ou pelo menos toleradas) pela comunidade médica tradicional incluem gengibre (para enjôos), alho (para baixar o colesterol e a pressão arterial), camomila (para se obter um bom sono e melhorar a digestão) e valeriana (um sedativo suave).
A má notícia sobre produtos à base de ervas medicinais é que sua produção continua irregular e há preocupações quanto à pureza e à segurança. Os fabricantes e importadores de preparados fitoterápicos não são obrigados a fornecer informações explícitas sobre o conteúdo e possíveis efeitos colaterais de seus produtos. Vejamos o ginseng, por exemplo.
Os anúncios prometem que ele irá intensificar sua vida sexual e aumentar o nível energético. Os fabricantes não apenas deixam de mostrar quaisquer evidências que apóiem essas afirmações, como não mencionam seu potencial de provocar insônia, erupções na pele, diarréia e sangramento vaginal’’.

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