‘‘Teus joelhos/ Teus seios: tua cintura/ Faltam em mim como o espaço/ De minha terra sedenta/ Da qual desprenderam/Uma forma/ E juntos somos completos como um só rio/ Como uma só areia.’’ (Poema escrito por Neruda durante seu exílio, quando ele teve de deixar Matilde por algum tempo)
‘‘Eu te pergunto onde está meu filho/ Não me esperava em ti, reconhecendo-me,/ E dizendo-me: chama-me para sair sobre a terra/ A continuar tuas lutas e teus cantos,/ Devolve-me a meu filho...’’ (o verso refere-se ao aborto que Matilde sofreu, pouco antes de conhecer Neruda)
‘‘Oh lepidóptero entre as palavras,/ Oh palavra helicóptero/ puríssima e prenhe/ como uma aparição sacerdotal/ e carregada de aroma,/ telúrica como um leopardo negro,/ fosforescente orégano/ que me serviu para não falar com ninguém,/ e para aclarar meu destino,/ renunciando ao alarde do discurso/ com um secreto idioma, o do orégano’’. (Um de seus versos criticados pela imprensa)

mockup