TRECHOS DE ENTREVISTAS
"Não sei o que há, mas há principalmente o elogio fácil. Seria ótimo que os críticos falassem a verdade"
"É preciso estimular a mente do outro. Nem que esse outro não entenda direito, não tem importância. O estimulo foi dado".
"Houve quem me tachasse de esnobe, de sacerdotisa, de monja, tudo isso, só porque eu queria pensar no que é real e urgente".
"No mundo de hoje só um louco é que não pode pensar em utopias. Temos que desejar a utopia, sonhar com a utopia".
"Porque eu acho que a vida transborda, não existe uma xícara arrumada para conter a vida".
"Qualquer cretino pode ser espontâneo. Então eu acho que a literatura vem desse conflito entre a ordem que você quer e a desordem que você tem".
"Como é que se pode saber se você tem mais importância que um gato?"
"Tudo de mais essencial do que pude dizer, eu escrevi".
"Eu recebo cartas assim: `Adorei seu livro imundo, passei noites adoráveis´. E com isso eu vou me divertindo até hoje".
"Considero ignorante quem não ousa se aproximar das coisas absurdas, do indizível".
"Se você é coerente consigo mesmo, o resto é suportável. Eu suporto".
"Finalmente estão lendo meu trabalho. Até o começo dos anos 90 diziam que eu era uma tábua etrusca, totalmente incompreensível".
"Dizem que sou megalômana. Sou. Meu texto de ficção é deslumbrante, é da pessoa ficar gozando o tempo todo".





