''Eu não vim para cá por causa do meu amor por coisas brasileiras, música brasileira, por exemplo: não é por causa disso que estou aqui. Mas você acaba influenciado... As pessoas daqui me inspiram, o modo de ser, a maneira como conseguem encarar o inferno político, o inferno econômico em que vivem. Você tem de estar com os olhos tampados e ter algo no ouvido para não estar ligado no que acontece. O que é incrível no povo brasileiro, e eu sei que isso é um clichê, é que ele é capaz de sorrir, continuar sorrindo, na cara de tudo isso. E tudo bem se alguém disser que é uma espécie de fuga. Não importa. Eu fico com o valor do instante, fico com o momento em que o sorriso vem...''
(O cantor australiano Nick Cave, sobre o período em que morou no Brasil).
''Para mim, a coisa mais importante da cultura jovem foi o movimento punk. Eu consigo me ver alguns anos atrás, ainda um adolescente nada integrado com a minha dita geração. Eu não tinha amigos, não conseguia me relacionar... foi quando comecei a me interessar por música, comecei a comprar discos. Era a época dos Pistols, do Clash... Eu era um solitário, marginalizado. Eu era a única pessoa na minha área a comprar esses discos, a ir a esse tipo de show, com a exceção de uma ou outra figura... Alan McGee, o dono da Creation Records, um grande amigo, estava sempre presente. Nós nos conhecemos e nos tornamos amigos graças ao nosso interesse pelo punk''.
(Bobby Gillespie, vocalista do Primal Scream).
''Sempre achei a crítica uma inconveniência... sempre achei que ela simplesmente não poderia existir! São pessoas que não conseguem fazer nada escrevendo sobre as pessoas que conseguem. (...) Alguns críticos por aí realmente gostam de música, tentam informar as pessoas sobre o que há de bom, boas bandas... Mas para mim ou você faz ou não. Você não pode falar sobre o que você não faz, não sabe fazer''.
(Henry Rollins, vocalista da Rollins Band e ex-Black Flag).

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