TRECHO DO LIVRO
Acompanhei Omitsu até Koiwa. Depois segui sozinho para Funabashi, onde encontrei um lugar para comer e pedi que me emprestassem uma faca.
Nossa, Eiji, quanto tempo! Por que quer uma faca?, perguntou o cozinheiro com uma faixa em torno de sua cabeça.
Não se preocupe. Já devolverei para você.
Sabe o que fiz? Utilizei a faca para cortar a falange de meu dedo mínimo da mão esquerda, como forma de pedir desculpas ao meu chefe por falhas cometidas.
O cozinheiro ficou espantado. Mas senti tanta dor que nem dei muita atenção para isso. Aproveitei para cortar um pedaço da faixa de meu quimono e envolver meu dedo ferido. Depois pedi um pedaço de papel para embrulhar o pedaço cortado. Não estava muito certo se seria importante o fato de ter cortado meu dedo. Fui para Makuta.
Quando cheguei na porta de entrada, a empregada veio atender acompanhada de um jovem. Apresentei-me e disse que voltei para desculpar-me e que trazia o pedaço de meu dedo embrulhado num pedaço de papel. Espere um pouco, respondeu a jovem, que logo entrou na casa. Ouvi uma voz feminina dentro da casa. Nem sabia se Makuta estava ou não. Naquele momento, meu dedo latejava bastante e meu quimono estava pegajoso de tanto suor. A jovem voltou. O chefe disse que agradece sua atenção. Mas será que pode ir embora? Sei. Muito obrigado, respondi e parti.





