Ofuscante e colossal, com que rapidez o sol nascente me mataria,
Se não soubesse agora e sempre lançar o sol pra fora de mim.
Também nos levantamos ofuscantes e colossais como o sol,
Fundamos a nós mesmos, ah minha alma, no sossego e na frescura da aurora,
Minha voz sai à caça do que meus olhos não alcançam.
Com um giro de língua abarco mundos e volumes de mundos.
A fala é gêmea da minha visão . . . . é parcial quando mede a si mesma.
Me provoca sempre,
E diz, sarcástica, Walt, você é bem contido . . . . porque não relaxa ?
Venha agora e não serei tantalizado . . . . você perde tempo demais em articulações.
Você não como os botões se dobram debaixo de você?
Esperando no escuro protegido da geada,
Pó que se levanta diante dos meus gritos proféticos,
Apoiando causas para achar um equilíbrio enfim,
Minha sabedoria, as partes vivas de mim . . . . mantendo o registro do sentido das coisas,
Felicidade . . . . você que me escuta, saia à sua procura agora mesmo.
Eu a recuso, mérito final . . . . . me recuso dar de o melhor de mim,
Abarco mundos, mas nunca tente me abarcar,
Cubro sua fala mais barulhenta só de olhar pra você.
O dito e o escrito não provam quem sou,
Trago no rosto a prova mais plena e tudo mais,
Com o silêncio dos lábios confundo o mais cético dos céticos.
  [...]
()

mockup