Os norte-americanos do The Killers, uma das atrações do Tim Festival na Pedreira Paulo Leminski, no próximo dia 31, vêm em período de transição, muito mais para usufruir do sucesso do primeiro disco ''Hot Fuss'', do que exatamente de suas canções recentes, de ''Sam's Town''. Isso porque o segundo álbum não emplacou e carece de um hit new wave com ares oitentistas, como ''Somebody Told Me'' ou ''Mr. Brightside''.
''Hot Fuss'', de 2004, foi o que apresentou o The Killers, formado desde 2002, ao mundo. E por isso mesmo é o disco que moldou a banda. Quando Strokes, White Stripes e Franz Ferdinand roubavam a maior parte da luz dos holofotes na época, eis que um grupo vindo do Nevada, mais precisamente de Las Vegas, reciclava canções new wave oitentistas, na melhor atmosfera Duran Duran ou New Order, com o frescor do novo rock. O próprio nome da banda, aliás foi retirado do clipe ''Crystal'', do New Order.
Assim, a banda de Brandon Flowers (vocais, teclado e sintetizador), David Keuning (guitarra), Ted Sablay (teclado e guitarra), Mark Stoermer (baixo) e Ronnie Vannucci (bateria) conquistou seu espaço e trocou as modestas apresentações do Café Roma, em Las Vegas, por grandes shows. ''Mr. Brightside'' atravessou o oceano e ficou entre os primeiros das paradas britânicas e The Killers definitivamente tornou-se uma banda de sucesso.
A expectativa em torno do segundo álbum ganhou escala maior e ''Sam's Town'', lançado no final de 2006, acabou não tendo a mesma repercussão do primeiro. A maior causa disso, segundo os próprios fãs, é a ausência de um hit como ''Mr. Brightside''. A banda também deixou um pouco de lado os sintetizadores oitentistas, ainda presente em faixas como ''When You Where Young'', e buscou amadurecimento musical com mais arranjos de guitarra, melodias mais densas e menos pop, como em ''Bones''.
Quem vai para ver The Killers em Curitiba quer mesmo é ouvir os hits de ''Hot Fuss''.(C.Y.)

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