Tramas polêmicas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de outubro de 2002
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
The Authority arrancou elogios da turma. Colecionadores, críticos e até autores do porte de Grant Morrison jogaram baldes de confetes sobre as aventuras do primeiro grande grupo de super-heróis do século 21.
No Brasil, coube à editora Pandora Books apresentá-los para os leitores, primeiro com a minissérie ''Círculo do Medo'' e mais recentemente com uma aventura mensal regular cujo número de estréia mostra a cidade de Los Angeles atacada pela Albion Paralela, uma ''terra paralela''.
A nova edição traz, como complemento, as histórias da também premiada saga ''Planetary''. Em ''Authority'', os membros da equipe envolvem-se numa trama complexa onde a política, a diplomacia e o passado oculto de um dos personagens principais da revista podem ser a chave para a vitória.
Authority foi gestado em 1999, como uma sequência das histórias do Stormwatch, um grupo paramilitar de superseres patrocinado pela ONU com o objetivo de resolver catástrofes em escala global. Quando a maior parte do grupo foi morta num confronto com alienígenas, alguns dos remanescentes decidiram manter a missão com um novo nome e formação.
O criador da HQ, Warren Ellis, teve dor de cabeça com alguns dos personagens integrantes do grupo. O casal homossexual Apollo e Meia-Noite, inspirado em Batman e Robin, provocou polêmicas na Europa. A Igreja Católica condenou a revista às chamas do inferno sob o argumento de que a publicação incitava modelos confusos de comportamento nos jovens.
Por outro lado, o título foi escolhido como o melhor gibi de 2000 pela Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD), por ajudar a pregar a tolerância e a aceitação por modos de vida alternativos.


