A minissérie ''Cavaleiro das Trevas'', de Frank Miller, é insuperável. Mas que adjetivo escolher para carimbar ''A Piada Mortal'', de Alan Moore? Se colocados em confronto na internet, qual dos dois clássicos dos quadrinhos seria eleito numa pesquisa entre os leitores como a melhor história contemporânea de Batman?
Para acirrar a disputa, nada mais oportuno do que rever a trama intimista criada por Moore em parceria com o desenhista Brian Bolland e que acaba de ganhar nova edição no Brasil. ''A Piada Mortal'' volta às prateleiras pela Opera Graphica, desta vez em formato de livro de bolso. Na época de seu lançamento, em 1988, não se falou de outra coisa no mundo das HQs.
A obra abocanhou todos os prêmios a que tinham direito: melhor graphic novel, melhor história e melhor desenhista. A narrativa mostra a crueldade do Coringa
ao torturar o Comissário Gordon e deixar sua filha, a super-heroína batgirl, paralítica. Mas revela também os traumas e episódios passados que transformaram o personagem no Palhaço do Crime. É no final surpreendente, porém, com o encontro entre herói e vilão que a história alcança estatura de obra-prima.
A propaganda alardeia que, na observação dos quadros separadamente, tanto a arte quanto o texto parecem criar uma outra atmosfera dando a impressão de termos lido uma história inédita. É a sensação que fica. ''A Piada Mortal'' chega às bancas a R$ 18,00.

mockup