Há duas semanas no ar, "Babilônia" (Globo) já entrou em assuntos delicados, como o da promiscuidade da mulher adúltera e do abuso sexual seguido de aborto.
Os diferentes homens com quem a vilã Beatriz (Gloria Pires) foi para a cama até agora são só alguns dos que ela colecionará ao longo da trama. "A sensualidade é a sua principal arma", reconhece Gloria. "Fizemos cenas chocantes. Beatriz é uma tarada sexual", diz o ator Val Perré, que fez o motorista Cristóvão, morto por Beatriz.
Já o drama da empregada Rosângela (Jurema Reis), obrigada pelo patrão Aderbal (Marcos Palmeiras) a abortar o filho fruto de seu abuso, não deverá ser aprofundado. "Foi só uma participação, para expor a hipocrisia de Aderbal", diz Jurema.

RIVAIS

Com a queda do ibope de "Babilônia", SBT, Record e Band começam a colher os frutos e a ganhar alguns pontinhos a mais em sua programação. O principal exemplo é a novela da Record "Os Dez Mandamentos". Só para ter uma ideia, a ascensão da trama foi de 50% em relação à última segunda-feira antes da estreia, cravando 12 pontos. O "Jornal da Record", que vem em seguida e rivaliza com "Babilônia" (Globo), subiu para dez pontos, elevando o índice do horário e do próprio jornalístico.
A Band também vem ganhando espaço com a turca "Mil e Uma Noites". De acordo com a emissora, o horário noturno costumava dar menos de um ponto e, com a novidade, o índice subiu para três pontos na Grande SP.
"As novelas são diferentes, e há um público específico para cada uma delas. Além disso, tudo o que é novo gera certa curiosidade. Já as tramas bíblicas sempre resultam em bons números na Record", avalia Claudino Mayer, doutor em teledramaturgia pela Universidade de São Paulo (USP).
O SBT também não perdeu tempo e tirou proveito da crise de "Babilônia". O canal ironizou a Globo com uma campanha cujo mote é "novela para a família é aqui", em referência a "Chiquititas" e "Carrossel". A emissora foi a primeira a exibir um beijo na boca entre duas mulheres em uma novela, em 2011. (I.R. E L.M.)

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