Trajetória cinematográfica
Trajetória cinematográfica
Matheus Nachtergaele pegou gosto pelo cinema cedo. O ator começou a trajetória cinematográfica em 1996, quando a atriz Fernanda Torres sugeriu ao diretor Bruno Barreto que escalasse o ator para o papel de Jonas, um radical de esquerda no filme O Que é Isso Companheiro?. A atriz ficou impressionada com a atuação de Matheus na peça O Livro de Jó, dirigido por Antônio Araújo. De lá para cá, Matheus já participou de mais de cinco filmes. Os mais recentes são Castelo Ra-Ti-Bum - O Filme, que estreou esse mês, e O Auto da Compadecida, que foi exibido na tevê mas vai parar no cinema, com estréia prevista para março. Tenho orgulho dos tipos brasileiros que fiz no cinema, vangloria-se o ator.
Além do guerrilheiro, Matheus já esteve na pele de várias figuras do cotidiano nacional. Em Anahy de las Missiones, de Sérgio Silva, foi um rude vaqueiro, em Kenoma, de Eliane Kaffé, foi um lavrador simplório. Já em Central do Brasil, de Walter Salles, foi um ingênuo nordestino. Os personagens do cinema são tratados até com mais esmero que os televisivos. Para incorporar um traficante de morro no filme Primeiro Dia, de Walter Salles e Daniela Thomas, Matheus chegou a subir o Morro do Chapéu Mangueira, no Leme, na Zona Sul do Rio. Formado em Arte Dramática pela Universidade de São Paulo, Matheus acredita que o ato de compor um personagem é resultado de uma combinação entre pesquisa e intuição.(F.D.)





