Tragédia e comédia ao alcance de todos
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terça-feira, 27 de abril de 2010
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Quem nunca foi ao teatro e ficou se achando um estranho numa festa para a qual não foi convidado? Pois é. A organização da ''Mostra de Teatro Popular de Londrina'' tentou evitar esse tipo de situação ao selecionar os espetáculos para sua primeira edição, que começa hoje e prossegue até domingo com apresentações gratuitas.
A programação reúne três peças vinculadas ao Teatro do Oprimido (metodologia criada pelo teatrólogo Augusto Boal que transforma o espectador em protagonista da ação cênica), além de três montagens concebidas para serem apresentadas na rua. ''São peças acessíveis a todos, com enredos e diálogos claros'', diz Paulo Cesar Pires, da ONG Fábrica do Teatro do Oprimido, organizadora do evento.
A peça ''Qual a Graça de Laurinda?'' abre a Mostra hoje, às 11h, na Praça Marechal Floriano Peixoto (Praça da Bandeira), trazendo a atuação dos atores-palhaços Alexandre Simioni e Gerson Bernardes. Às 21h, ocorre a mesa-redonda ''Teatro Popular em Movimento'' no Teatro Zaqueu de Melo.
Na sexta-feira (quinta não tem programação), a praça volta a receber um espetáculo às 11 horas: ''Homens Livres'', da Cia Teatro de Garagem. Às 21h, o Zaqueu de Melo será palco para a peça ''A Trágica História de Júlia Z'' com o Grupo Oficina de Teatro do Oprimido (Oto). No sábado, às 11h, o grupo Caos & Acaso leva o espetáculo ''Operário em Construção'' à mesma praça localizada ao lado da Catedral
Às 17h, é a vez da Praça Nishinomiya (do Aeroporto) acolher as peraltices da dupla de palhaços em ''Qual a Graça de Laurinda?''. Às 21h, o grupo Encenação de Teatro mostra o espetáculo ''Dias Contados'' para a platéia do Zaqueu de Melo. Já no domingo, às 10h, a feira livre da Avenida Saul Elkind (Zona Norte) será agitada com a apresentação de ''A Trágica História de Júlia Z''. Às 21h, a Cia Teatro de Garagem encerra a Mostra com a apresentação do espetáculo ''Helena dos Sonhos''.
''Nosso objetivo é possibilitar a troca de experiências entre os grupos que trabalham com teatro popular na cidade e permitir a fruição de espetáculos por pessoas que não costumam ir a teatro'', acrescenta Pires. De acordo com ele, o cronograma da ONG prevê mais 15 apresentações teatrais em praças públicas até o fim do ano, além de oficinas voltadas para os artistas locais.


