Tragédia do World Trade Center é lembrada em filme fora de concurso
Veneza - Fora de competição, programado entre os ''Eventi Speciali'', o filme-coral ''11/09/01'' era um dos momentos mais esperados de Veneza-2002. Não apenas pela proposta corajosa e pelos nomes envolvidos no projeto, mas pela principal circunstância da encomenda: o filme deveria estar pronto em setembro para a première mundial aqui no festival, a apenas alguns dias do fatídico 11. Foram exatamente onze os diretores convidados para fazer onze curtas metragens, cada um com a duração simbólica de onze minutos, nove segundos e 1 fotograma.
Samira Makhmalbaf (Irã), Claude Lelouch (França), Yussef Chahine (Egito), Amos Gitai (Israel), Ken Loach (Inglaterra), Mira Nair (India), Idrissa Ouedraogo (Burkina-Fasso), Sean Penn (EUA), Danis Tanovic (Bósnia-Erzegovina), Alejandro IÀarritu (Mexico) e Shoei Imamura (Japão), todos de nível internacional, trataram de expressar as próprias sensações e reflexões sobre o devastador ataque terrorista às tôrres gêmeas do World Trade Center. Todos tiveram absoluta liberdade de expressão e meios materiais para a produção. O resultado não poderia ser outro se não a diversidade de olhares, a partir de diferentes países, culturas, histórias de vida. Todos os pequenos filmes são preciosos, na medida em que contribuem não para um debate de raso maniqueísmo, mas expressam e aprofundam enfoques em torno daquela dor universal. Embora não melhor, o episódio extremamente politizado de Ken Loach foi o mais aplaudido pela ''sinistra festivaliera''. Nas antípodas, o olho poético de Sean Penn e Shoei Imamura são transbordantes de emoção.
A estréia nos cinemas de muitos países acontece quarta, 11, e a renda será destinada à associação humanitária Handicap International.(C.E.L.J.)





