Não como não admirar o casal de protagonistas de ''Elvira Madigan'' (1967). Mais jovem, ela tem os traços delicados, cabelos loiros e muito longos; ele, moreno, ainda se mantém atlético e jovial. Tamanha beleza esconde, no entanto, um problema: trata-se de um casal em fuga. Ele (Thommy Berggren) é um conde casado, tenente do exército sueco, e desertou para viver idílio romântico com uma acrobata dinamarquesa (a estreante Pia Degermark, prêmio de melhor atriz em Cannes) que abandonou a família (e o circo do qual era estrela) sem nenhum aviso. O ''Concerto para Piano nº 21'' de Mozart, com Géza Anda como solista, embala a reconstituição da história verídica ocorrida em 1889.
A ênfase öno romantismo, que talvez pareça hoje um tanto ingênua e exagerada, está a serviço da tentativa de compreender os porquês da história. Como os letreiros iniciais já anunciam o desfecho, acompanha-se o idílio em busca do que possa explicá-lo. As lacunas deixadas pelo episódio verídico foram preenchidas em forma de fábula.
Contemporâneo de Ingmar Bergman (1918-2007) no cenário sueco, o diretor Bo Widerberg (1930-1997) cavou seu espaço como um profissional de grande sensibilidade para a tragédia romântica e para a denúncia da intolerância social.

Serviço
- Elvira Madigan
Distribuidora- Versátil
Quanto - R$ 45
Classificação - 14 anos

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