Josoe de CarvalhoA pianista estuda na Musikhochschule de Freiburg, na AlemanhaA pianista londrinense Rosbelle Sterza Marczak faz seu primeiro recital solo em Londrina hoje, às 20h30, no auditório da Associação Médica de Londrina, dentro do projeto ‘‘Encontros Musicais das Segundas-Feiras’’. A entrada é franca.
O concerto de Rosbelle está dividido em duas partes. Na primeira, apresenta as obras ‘‘Sonata KV 311 - Ré Maior’’, de Mozart; e ‘‘Improviso op. 12 em Si Maior’’, de Schubert. Na segunda parte, a pianista executa as obras ‘‘Polonaise - Op. 26 em Dó Sustenido’’, de Chopin; e ‘‘Sonata Op. 31 - nº 3 em Mi Bemol Maior’’, de Beethoven.
Aos 21 anos, Rosbelle dá continuidade a tradição musical da família e dos irmão violinistas Roney e Roberson Marczak. Começou seus estudos de piano na infância, tendo aulas, em Londrina, com as professoras Valderêz Caria, Terezinha Almeida Pena e Magali Kleber. Em São Paulo, estudou com o professores Gilberto Tinetti, Paulo Gori e Lina Pires de Campos. Na capital paulista participou também de Master Class com os professores Flávio Varani, Yara Bernette e José Fegali. Morando há três anos na Alemanha, hoje estuda piano na Musikhochschule de Freiburg.
Para ela, a primeira apresentação solo que faz em Londrina traz um pouco de expectativa e ansiedade. ‘‘Em qualquer apresentação é normal passar pela cabeça o que as pessoas estão achando. E por ser a minha primeira apresentação em Londrina a expectativa aumenta um pouco’’ - diz. A sombra do irmão Roney, conhecido no Brasil e exterior, não a preocupa. ‘‘Não acho que vão me comparar a ele, principalmente porque são instrumentos diferentes. O Roney, por seu lado, me dá muito apoio e força. Ele é maravilhoso’’ - elogia.
Antes de seguir propriamente a carreira de concertista, Rosbelle diz que precisa pensar com calma. ‘‘Ainda tenho mais um ano e meio de estudos antes de obter meu diploma como professora. Somente depois de fazer uma pós-graduação é que posso ser considerada uma concertista’’ - diz. A pianista ainda não decidiu se fará a pós-graduação na Alemanha ou Estados Unidos. ‘‘Por incrível que pareça, o diploma europeu não é reconhecido no Brasil, embora o dos Estados Unidos seja’’ - explica.
Para Rosbelle, é preciso que os jovens descubram a música erudita. ‘‘Ela é completa. Não traz mensagens destrutivas’’ - afirma. Segundo a pianista, seria ótimo se os brasileiros ‘descobrissem’ este estilo de música. ‘‘Ela nos deixa ricos interiormente’’ - garante. ‘‘E se neste concerto eu conseguir fazer com a música chegue ao coração do público, vou ficar muito feliz’’ .

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