Se depender das bibliotecas públicas de Maringá o folclore brasileiro não será esquecido. Anualmente ele é lembrado e passado para as crianças através de atividades, histórias e brincadeiras. Entre as diversas atividades escolhidas para homenagear hoje o Dia do Folclore estão palestras, apresentação de danças, ‘‘A Hora da História’’, uma exposição sobre adivinhas, e brincadeiras de rua para pais e filhos.
Inspirada numa das frases da escritora Cecília Meirelles, a bibliotecária Fernanda Mecking Arantes há quase cinco anos é uma das contadoras de histórias em biblioteca do projeto ‘‘A Hora da História’’, da Diretoria de Cultura de Maringá. Segundo Fernanda, a escritora dizia que ‘‘quem gosta de ouvir histórias vai se tornar um grande leitor e quem gosta de contar pode vir a se tornar um escritor’’. Fernanda estará atraindo com suas histórias leitores mirins das escolas municipais, até o dia 31 deste mês. Em horários previamente agendados, ela estará na Biblioteca Maria Aparecida Cunha Soares, no Jardim Palmeira de Maringá. Fazendo rodízio nessa e em outras bibliotecas estarão também o contador de histórias Ricardo Steiger narrando o ‘‘Causo do Malasartes’’ e a contadora Geni Matsuda apresentando ‘‘A Lenda do Guaranᒒ.

Enquanto Fernanda Mecking Arantes conta histórias ela faz bonecos de argila para ilustrar e entreter a criançada. No ano passado a história foi sobre o bumba-meu-boi. Neste ano é ‘‘Sua Alteza A-Divinha’’, da escritora e ilustradora Ângela Lago. Ela narra a vida de uma princesa que só vai se casar com aquele que conseguir fazer três adivinhas para ela e também se ele conseguir adivinhar as que ela fizer. ‘‘A criançada tem gostado porque o ato de contar histórias hoje é uma coisa meio perdida. Os pais correm muito e não têm tempo de contar como as avós contavam antigamente’’, lembra Fernanda que adora a magia dos contos de fadas. ‘‘Pesquiso contos de fada para descobrir as histórias mais próximas das originais. Descobri uma versão ótima de Cinderela.’’
Na biblioteca do Jardim das Palmeiras tem também a exposição ‘‘Adivinhações, Simpatias e Superstições’’, de segunda a sexta das 8 às 18 horas. Nela estão azarentos espelhos quebrados, vassouras de ponta-cabeça para espantar visitas indesejáveis, plantas que espantam o mauolhado e textos com receitas de simpatias para tudo que é coisa. E até uma escada para quem pretende mostrar a coragem de passar embaixo. Outra atividade que a biblioteca programou para hoje, até o meio-dia é o concurso ‘‘Folias e Estripulias’’, uma série de brincadeiras da tradição popular brasileira. Pais e filhos do bairro vão competir em corrida de pneus, Três-Marias (aquela de jogar pedrinhas); amarelinha, cabo-de-guerra, bola queimada, carinho de mão, corrida com perna amarrada e bambolê. Como música ambiente, as bibliotecárias escolheram cantigas de roda e outras músicas do folclore brasileiro.Marcos NegriniA bibliotecária Fernanda Mecking na sala de exposições de ‘‘Adivinhações, Simpatias e Superstições’’: passar embaixo de escadas é só para os corajososCelina Alonso Az

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