Tradição chinesa
Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
Pessoas desaparecem dentro de uma floresta e um leão mia, ao invés de urrar. Essa história bastante intrigante promete animar ainda mais os pequenos (e os grandes, também) admiradores do teatro de bonecos, que têm lotado todos os dias o reduzido auditório do Teatro de Bonecos. A peça Gato por Lebre, ambientada no Japão, será encenada hoje às 17 horas.
O espetáculo solo do ator-bonequeiro Jorge Miyashiro estréia hoje. A montagem ficou pronta há pouco tempo. Jorge trabalha com a técnica chinesa de luvas e fantoches. É bem diferente do que conhecemos aqui no Brasil. Os ocidentais dão ênfase à cabeça, com feições caricatas para aumentar a visibilidade. As mãos são pequenas, desproporcionais. Ao contrário, na técnica chinesa, os bonecos são completamente proporcionais, têm pernas e braços, com alto grau de semelhança com o ser humano. São bonecos vivos, espelhos do homem, explica Miyashiro.
Na China, os artistas são mambembes e fazem espetáculos de até quatro horas nas ruas só com bonecos. Mas nós não desenvolvemos essa excepcional habilidade. Nós temos de ser também atores, em detrimento dos bonecos. Aqui, o teatro é mais rápido para não cansar o público.
A técnica chinesa foi aprendida por Jorge Miyashiro por intermédio do mestre Yang Feng, quinta geração na arte de fantoches chineses, num workshop no Rio de Janeiro, em 1998. O primeiro espetáculo O Bhôgya solo para adultos do bonequeiro foi apresentado no encerramento do 8º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, no ano passado.
Gato por Lebre Espetáculo do projeto Férias Animadas, do Teatro de Bonecos. Hoje, às 17 horas, no Teatro de Bonecos Rua Mateus Leme, 32. Ingressos a R$ 1,00. Informações: (41) 322-2628/ramal 233.Espetáculo de teatro de bonecos que estréia em Curitiba traz técnica oriental que utiliza luvas e fantoches
DivulgaçãoUm leão atrai pessoas que desaparecem na florestaDivulgaçãoOs bonecos são construídos e manipulados segundo a técnica chinesa de fantoches





