TRADIÇÃO - Hotel completa 40 anos de história em Londrina
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quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Quarenta anos de vida sem parar no tempo. Inaugurado em 31 de outubro de 1963, o Hotel Bourbon é um dos mais antigos de Londrina mas as constantes reformas realizadas deixaram o ambiente atual e moderno, sem perder o luxo. O proprietário José Roberto Vezozzo conta que seus pais foram os responsáveis pela criação do hotel que originou a rede hoje presente em três estados: Paraná (Londrina, Curitiba, Foz do Iguaçu e Cascavel), São Paulo (São Paulo e Atibaia) e Santa Catarina (Joinville).
Vezozzo recorda que o nome Bourbon foi inspirado em uma qualidade de café de origem francesa que a família produzia em duas fazendas no município. Até a década de 80, a família, que é de Cambará, atuou também no campo da construção civil com venda de materiais. Desde que chegaram a Londrina, os Vezozzo já pensavam em montar um hotel. Na época, existiam dois hotéis principais na cidade, o extinto Sahão e um outro que hoje leva o nome de Hotel Bandeirantes, entre outros menores.
O mercado já esteve melhor e Vezozzo atribui a queda no movimento à realidade econômica do país e também ao maior número de hotéis que existem em Londrina. ''Hoje a oferta é maior que a demanda. Temos uma ocupação média no hotel'', aponta. Para sobreviver a isso, ele dá a receita: ''Trabalhar 365 dias por ano, investir nos funcionários com cursos e estar sempre se reciclando''. O Bourbon possui 70 funcionários diretos. São 112 apartamentos com diárias que variam entre R$ 98 e R$ 298. A maioria dos hóspedes vem à cidade a negócio. ''O perfil de Londrina é o movimento comercial e também eventos que acontecem como o vestibular, feiras e a exposição agropecuária'', detalha Vezozzo.
Dos nove hotéis que compõem a rede, alguns formam o Bourbon Express. Segundo Vezozzo, eles são arrendados e esse sistema é uma maneira de baratear o custo e ter uma boa hotelaria. Mesmo com as dificuldades que vêm da estagnação econômica, Vezozzo não pretende sair do ramo. ''Eu gosto disso'', justifica. Ele alerta porém que o ''bolo'' é o mesmo independente do número de hotéis que existam na cidade, por isso é preciso ter um diferencial para atrair os hóspedes.
Para o empresário, Londrina tem um potencial turístico que precisaria ser explorado, mas ele salienta que isso dependeria de uma vontade política. Ele frisa que não são os atuais governantes da cidade e do país os responsáveis por isso, e sim a realidade histórica do Brasil. ''Temos aqui o parque Arthur Thomas mas ninguém vai lá, eu mesmo devo ter ido duas vezes. O turismo não é uma coisa dos olhos do administrador público'', observa.


