TRADIÇÃO - Fandango caiçara renovado
No caminho para ser o primeiro bem cultural de natureza imaterial do Sul do Brasil a ser registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o fandango caiçara segue se renovando como referência de cultura para as comunidades do litoral do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os dias 24 e 27 de julho, grupos dos três Estados se reuniram em Guaraqueçaba, no litoral paranaense, durante o 2º Encontro de Fandango e Cultura Caiçara, para trocarem informações em mesas de debate e aprenderem novas modas e marcas, no palco ou no salão de baile. Hoje, o fandango é dançado em grupos organizados e tem até associações. A festa, originalmente promovida para recompensar os vizinhos pelo trabalho de um dia inteiro, ou para comemorar datas especiais como o Carnaval, deu lugar a apresentações em palcos e salões. A transformação do modo de vida caiçara e conseqüentemente do fandango no Paraná deve-se em parte à legislação ambiental que proibiu as comunidades nativas de cultivarem roçados como era costume na região. Com isso, muitas famílias deixaram suas terras. Atualmente, o interesse dos jovens pelo fandango no Paraná é crescente.
- A criação do organismo federal de proteção ao patrimônio, ao final dos anos 30, foi confiada a intelectuais e artistas brasileiros ligados ao movimento modernista. Era o início do despertar de uma vontade que datava do século XVII em proteger os monumentos históricos
-Também encontrado no Nordeste do País, o fandango caracteriza-se por melodias cantadas em versos ao som da rabeca, da viola, do adufe (ancestral do pandeiro), acompanhadas por uma série de coreografias, chamadas marcas. O fandango caiçara, como é chamado no Sul e Sudeste, conta ainda com a batida de tamancos de madeira, calçados apenas pelos homens
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





