Museu Metropolitano de Arte de Curitiba. Avenida República Argentina, 3.430. Exposição British Architecture. Allen Jones, Exposição de Gravuras. De hoje (abertura às 20 horas) a 9 de agosto. Visitação de terça a sexta-feira, das 13h às 20h30, sábados e domingos, das 15h às 18h30.DivulgaçãoVinte e cinco anos de criatividade: desenhos, fotografias e maquetes mostram obras espalhadas por todo o planetaElisa Marilia Carneiro
Os ingleses tomam conta este mês do Museu Metropolitano de Arte de Curitiba. Duas exposições de artistas e arquitetos ingleses estão na agenda cultural da Cidade a partir de hoje até o dia 9 de agosto.
Uma delas é a mostra ‘‘British Architecture’’, que reúne projetos de arquitetos formados pela famosa Mackintosh School of Architecture, berço de grandes arquitetos deste século. A outra apresenta gravuras do artista plástico Allen Jones, mito pop britânico que venceu as fronteiras inglesas e influenciou artistas em todo o mundo. Os trabalhos chegam a Curitiba por meio de uma parceria firmada entre a Cultura Inglesa, o Conselho Britânico e a Fundação Cultural de Curitiba.
A exposição ‘‘British Architecture’’ tem como curador Tony Barber. Trata-se de uma exposição única, produzida pela Glasgow School of Art, que mostra a criatividade de 23 arquitetos graduados pela escola nos últimos 25 anos.
Reprodução‘‘Floors’’, de Allen Jones: erotismo como resposta emocional do espectador e calendários famososA mostra traz desenhos, fotografias e maquetes que demonstram a contribuição dessa instituição para a formação de jovens designers e as transformações provocadas por esses profissionais nos locais onde suas obras foram construídas.
Esses trabalhos estão espalhados por vários países do globo. Há projetos que foram executados em Londres, Tóquio, Paris, Lisboa, Bilbao, Glasgow, entre outras grandes cidades. De acordo com texto de apresentação da exposição, a mostra ‘‘enfatiza o benefício que uma boa arquitetura e um bom design têm sobre o ambiente construído. O ponto alto da exposição é o alto nível da criatividade do design, a competência na metodologia da construção e a notável capacidade de comunicação’’.
Entre os projetos da exposição encontra-se o novo Scottish Exhibition and Conference Centre, às margens do rio Clyde, que foi um elemento de crucial importância nos planos da cidade de Glasgow, na Escócia, para a recuperação de sua economia.
Outros projetos apresentados são resultantes de concursos realizados para a construção do ‘‘Millenium Footbridge over the River Thames’’, em Londres, além de trabalhos mais modestos, como o desenho vencedor de uma escola primária a ser construída em Ladakh, no Himalaia.
Já a mostra de gravuras de Allen Jones, organizada pelo artista e pela Barbican Concourse Gallery, de Londres, faz uma retrospectiva a partir dos anos 60 e inclui trabalhos dos mais importantes portfólios que Allen Jones produziu durante toda sua carreira, completados por gravuras individuais que foram particularmente relevantes para o desenvolvimento de seu trabalho.
Durante toda sua carreira Jones criou pôsteres, peças de vestuário e cenários tanto para o teatro quanto para a televisão. Sua influência tem sido sentida no desenho gráfico, na moda e na fotografia. Jones continua dedicado a expandir as tradições da pintura e litografia através de referências à experiência urbana moderna, mas sempre com a utilização da figura humana.
O trabalho de Jones é geralmente considerado como a materialização do movimento pop britânico. Os interesses fundamentais do artista, entretanto, são as figuras humanas e a fusão da forma representativa. Embora as referências ao sexo sejam aparentes em seus primeiros trabalhos, foi durante o período em que morou em Nova York, em meados de 60, que ele desenvolveu imagens femininas claramente eróticas e provocativas, como um meio de despertar uma resposta emocional do espectador.
Também o estilo gráfico elegante dos calendários de mulheres pelos quais ele é, talvez, mais conhecido, foi desenvolvido nesta época. Ele é um prolífico, além de ser um hábil litógrafo.
Allen Jones nasceu em Southampton em 1937. Viveu na Alemanha, Canadá e Estados Unidos. Esta exposição, antes de vir ao Brasil, percorreu a Grã-Bretanha e toda a Europa entre 1996 e 1997.

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