Para uma artista plástica, Lu Cilião é alguém que escreve histórias a partir de ''Traços e Movimentos'', exposição que abre hoje, às 20 horas, na Casa de Cultura José Gonzaga Vieira.
''As flores e os rostos na minha obra, como o olhar, têm histórias. Um olhar consegue dizer tudo'', afirma Cilião, que há mais de 30 anos se dedica às artes plásticas, influenciada pelo pai, João Cilião, que também era pintor.
Com uma produção constante em que noites insones trazem inspirações, a artista expõe 20 telas em técnica mista, caixas e mesas de centro.
Cilião diz que leva mais de um ano para concluir algumas obras numa busca pela cor, a alegria e harmonia dos trabalhos.
''Acredito que uma obra precisa ter alegria, que é o que as pessoas gostam de ver'', destaca a artista.
Na seleção de pinturas para a exposição, Cilião afirma que os rostos são o que aproximam sua arte da produção do pai. ''O meu pai gostava muito de pintar corpos nus. Acho que o meu gosto por reproduzir rostos vem daí'', acrescenta Cilião.
Numa iniciativa de popularizar e tornar a arte mais acessível, a londrinense está comercializando cópias de alguns trabalhos.
Serviço
- Traço e Movimento
Quando - Até 27 de abril
Onde - Casa de Cultura José Gonzaga Vieira (Av. Higienópolis, 1910)

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