Jackeline Seglin
Ancorado em símbolos brasileiros impregnados de cores fortes, o artista plástico paulista José Maurício Almeida - o Caxeta - traz a Londrina a exposição intitulada ‘‘Rupestres’’, que será aberta hoje, às 20h30, na Sala Celso Garcia Cid.
Os 11 trabalhos, na concepção de Caxeta, remetem aos milenares traços gravados nas rochas das cavernas, que combinados com símbolos e cores criam um resultado que instiga a curiosidade do público. O processo de criação do artista nesta série - em acrílica sobre tela - surgiu da sua identificação com os desenhos rupestres e da idéia de trabalhar elementos da cultura brasileira.
Algumas figuras são marcantes no trabalho, como o sol, o lagarto e a tartaruga. Os traços curtos, pontos escuros e linhas sinuosas formam uma espécie de camuflagem e, ao mesmo tempo, lembram a pintura corporal indígena ou aborígene. ‘‘O trabalho tem essa coisa da camuflagem natural do bicho. Você acaba descobrindo uma figura dentro da outra’’, observa.
Artista plástico há 15 anos, Caxeta se diz autodidata, apesar do curso de graduação em Educação Artística. Seu trabalho atravessou diversas fases de concepção, iniciando nos quadrinhos, passando pelo grafite até chegar ao momento atual. Nesta etapa, o artista substituiu a figura humana - até então foco de seu trabalho - por elementos da natureza.
Caxeta é de Penápolis (SP) e esteve em Londrina no ano passado para o evento Encontros Divertidos, realizado no Instituto Cultural Banestado em parceria com o artista Shivananda.
A exposição ‘‘Rupestres’’ faz parte do Projeto Sala Celso Garcia Cid, da Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina. O projeto também inclui as monitorias, que podem ser agendadas pelo telefone (43) 322-6844.
• Exposição ‘‘Rupestres’’, do artista plástico Caxeta. Obras em acrílica sobre tela. Abertura: hoje, às 20h30, na Sala Celso Garcia Cid - Cine-Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85). Aberta a visitação até o dia 1º de agosto, diariamente, das 14 às 17 e das 19 às 22 horas.

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