A Torre Belfort, na região central de Bruges, com 83 metros, simboliza o poder da época medieval. No entanto, ter uma vista panorâmica da cidade é um programa que exige fôlego. Para alcançar o topo da torre é necessário vencer os exatos 366 degraus. Não há elevador. Na Belfort, estão guardados em cofres de ferro os tesouros da cidade.
Um pouco mais acima (para quem ainda tiver disposição), observa-se um grande sino, com dois metros de diâmetro, de 1680. Há, ainda, uma coleção de 57 sinos, cujo peso, somado, é de 27 toneladas. Na praça central, um monumento de bronze homenageia Pieter de Coninck e Jan Breydel, dois heróis populares.
Outra parada é o Convento das Beguines de Bruges, fundado em 1245. As freiras beneditinas não permitem a entrada de turistas nas missas, mas é possível contemplar a beleza silenciosa do recinto (sem tirar fotos). O convento é cercado por um bosque bem cuidado, completando a aura de paz do lugar.
Ainda no roteiro religioso, vale a pena conhecer a Basílica do Sangue Sagrado, cuja capela no andar térreo foi construída entre 1139 e 1149, no estilo romano. Na entrada, a imagem de um pelicano alimentando seus filhotes com o próprio sangue, representa Jesus Cristo, que derramou seu sangue para salvar a Humanidade.
É na Basílica que está guardada a famosa Relíquia do Sangue Sagrado, dentro de um relicário de ouro, criado por Jan Crabbe, em 1617, decorado com pedras preciosas. A peça, com gotas do sangue de Jesus, foi levada de Jerusalém para Bruges em 1149 pelo conde flamengo Diederik van de Elzas, como um troféu da segunda cruzada.
O Begijnhof é um mosteiro de freiras beneditinas, antigamente formado por senhoras que se dedicavam exclusivamente à caridade e uniam-se para se proteger dos ataques de saqueadores, no século 15. A Igreja São Donaciano, de 864, foi descoberta por escavações em 1956.
Do conjunto de casas conhecido como Dijver, é possível ter uma das mais bonitas visões da torre da Igreja de Nossa Senhora. Neste local, o Museu Groeninge guarda raras obras de arte de mestres da pintura do século 15, como O Batismo de Cristo, de Gérard David; e A Virgem, de Jan Van Eyck (artista que viveu em Bruges até sua morte, em 1431).
O Museu Gruuthuse também vale uma parada. Ele abriga pertences da realeza, que ali viveu entre os anos de 1465 a 1470. Há outros tantos lugares imperdíveis em Bruges. Ao final de um dia, o viajante verá que as horas passaram muito rápido e que a magia de Bruges merece mais tempo para ser absorvida. Então, fique. Há excelentes hotéis na cidade. (C.C./AE)


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