A artista plástica Tomie Ohtake passou os últimos três meses envolvida com litografias, papéis e tintas de várias tonalidades para atender ao convite do Instituto Cultural Villa Maurina, do Rio. O resultado poderá ser visto a partir de hoje, quando será inaugurada a mostra com os 12 trabalhos feitos especialmente para a ocasião.
São obras em que não só a cor e a forma abstrata importam, mas também o suporte, como explica a artista: ‘‘Recortei o papel no tamanho da figura para dar mais importância à forma’’.
Mais conhecida por suas pinturas, Tomie faz gravuras desde 1969, mas só começou a expô-las a partir de 1987, como contraponto à sua produção pictórica. No início, trabalhou com serigrafia, passando depois para a litografia e, por fim, produzindo gravuras em metal. Ela conta que primeiro tem a idéia do que vai criar para depois escolher qual será o suporte.
‘‘São técnicas diferentes e é bom exercitar cada uma delas’’, diz a artista. Desta vez, ela trabalhou por encomenda, mas esta exposição pode ser considerada uma exceção em sua trajetória.
Para produzir cada gravura, Tomie usou três ou quatro matrizes, escolhendo tanto a cor quanto as formas. Por isso, ela preferiu recortar o papel no formato da figura representada. A exposição permanece na Villa Maurina até o dia 17 de abril.

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