- Quando viajar
A melhor época para conhecer o Egito é entre os meses de outubro e fevereiro, quando as temperaturas estão mais amenas. Com seu território plantado em pleno Saara, o termômetro registra temperaturas baixíssimas durante a noite, depois de um dia inteiro com sol de rachar. As oscilações de temperatura provocam um desarranjo nas pessoas mais suscetíveis a resfriados.
Quem não é expert em egiptologia deve comprar um pacote. A maior vantagem é a presença do guia que tem na ponta da língua as respostas para suas dúvidas.
Na bagagem
Lembre-se, você está no deserto e alguns itens são imprescindíveis. mesmo as peles morenas vão precisar de um protetor solar, que não pode ser esquecido de jeito nenhum. Hidratante e protetor labial vão fazer falta: o vento, aliado à secura do ar fazem estragos. Sempre é bom lembrar que óculos escuros, chapéus, tênis e roupas claras (de preferência, de algodão) são apropriados para o clima desértico.
Previna-se
Beba somente água mineral, mesmo nos hotéis. Dispense os cubos de gelo, você não sabe a procedência da água. Não coma nada na rua, por mais exótico e apetitoso que lhe pareça (e olhe que tudo parece ser atraente). Os estômagos mais sensíveis ficam avisados de que a carne de camelo é largamento consumida no Egito. Quem não se sente tentado a provar e acha que não é hora de virar vegetariano pode ficar tranquilo: a comida internacional faz parte do menu de qualquer restaurante para turista.
Evite sair sozinho à noite, principalmente as mulheres. Não que isto seja perigoso, mas não é habitual num país com religião muçulmana e costumes diferentes do ocidental. Pode apostar que vai despertar curioridade. Além do que a noite do Cairo fica a dever em matéria de diversão. O recomendável é procurar informações das casas de espetáculos típicas no balcão do seu hotel. Não deixe de jantar nos barcos que ancoram no Nilo. A comida pode não ser lá aquela maravilha, mas a música é contagiante.
- Onde hospedar-se
A cidade do Cairo tem uma grande rede hoteleira. Há hotéis de excelente qualidade, como o Safir Hotels & Resorts (tel 202-3420055), em vários pontos da cidade. Mas não dá para questionar. O máximo é hospedar-se no hotel mais famoso do Cairo: o Mena House Oberoi, construído em 1869, ao lado das pirâmides de Gizé. O Mena House recebe reis e governantes de todo o mundo; tem cassino, restaurantes, lojas, danceterias, piscina e um cenário paradisíaco. Mas não precisa se assustar com os preços. Naturalmente, sheiks árabes e celebridades internacionais ficam na ala nobre do hotel, e pagam uma nota preta por isso. Quem não possui nenhum poço de petróleo fica no Mena House do mesmo jeito e não sai tão prejudicado assim (uma diária pode ficar em torno de 200 dólares, com café da manhã incluído, isto em alta temporada). As alas adjacentes do hotel (que era um palácio) são mais modestas, mas desfruta-se de muito conforto, com serviço impecável e o que é melhor: pode-se ver as pirâmides de qualquer lugar: você abre a janela e dá de cara com Queóps, que está logo ali.
- Cruzeiro pelo Nilo
Navegar pelo rio dos faraós é um programa imperdível. Um roteiro de cinco dias, visitando o Vale dos Reis, Edfu, Kom Ombo e ilha Elefantina pode custar cerca de US$ 750 em cabine dupla. No preço estão incluídas a parte aérea e terrestre com pensão completa. O próprio hotel pode fazer as reservas. Se preferir realizar passeios fora do esquema convencional consulte uma agência de turismo local. Uma delas é a Mereet Travel, que tem guias especializados em recepcionar brasileiros. A agência fica na Bagdad Street, nº 9, Heliópolis, Cairo (tel. 00202-2443043).

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