São Luís - São Luís é a capital do bumba-meu-boi e do reggae. Se a festa folclórica anima os maranhenses em junho, o ritmo jamaicano ecoa o ano todo a partir de potentes sistemas de som, chamados localmente de radiolas. A cidade une belezas naturais e históricas, representadas por aproximadamente 3.500 construções dos séculos 18 e 19, que conservam características da arquitetura portuguesa - apesar de São Luís ter sido fundada em 1612 por franceses. Cerca de mil imóveis do centro já foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
A Rua Portugal ou Trapiche - várias vias centrais têm dois nomes - exibe casarões revestidos de azulejos. Visite a Casa de Nhozinho, exemplo da arquitetura colonial portuguesa, e a Casa do Maranhão, que oferece aos turistas informações sobre a história do Estado, suas tradições e pontos turísticos.
Na Rua do Sol, o destaque é o Teatro Arthur de Azevedo, de 1817, restaurado em 1993. Fica aberto para visitação de terça a sexta-feira, às 15h, por R$ 2. Também no centro histórico é possível saborear comidas e produtos regionais. Um dos maiores sucessos da Feira da Praia Grande é a tiquira, cachaça elaborada com mandioca. Peças feitos com palha de buriti são encontradas no Centro de Artesanato (Ceprama), no bairro Madre de Deus.
Depois de tanta andança, as praias de São Luís são perfeitas para relaxar. A do Calhau e a de São Marcos são as mais recomendadas por causa da boa infra-estrutura de bares, restaurantes e sanitários. Na hora do almoço, experimente iguarias como a torta de caranguejo e o cuxá - espécie de molho de gergelim, camarão seco e folha de vinagreira, de sabor azedo, que acompanha arroz e peixes.
Alcântara, a uma hora de barco de São Luís, é uma boa opção para passar um dia. Embarcações ligam as duas cidades a partir da Baía de São Marcos. Mas é preciso ficar atento ao horário das viagens, que varia em função das marés.
Tombada em 1948 pelo Patrimônio Histórico como Cidade Monumento, Alcântara tem construções como a Cadeia Pública e as ruínas do antigo mercado de escravos, o Palácio Negro. Também conta com belos balneários. Canoas levam da Praia da Baronesa à de Itatinga, uma das mais indicadas para curtir um dia de sol e mar.
Outras cidades próximas a São Luís também merecem atenção. Em Raposa, colônia de pescadores a meia hora de carro da capital, é possível comprar rendas de bilro. Em São José de Ribamar, a 15 minutos dali, a atração é o santuário do padroeiro do Estado.
Ainda pouco explorada pelos turistas, a Chapada das Mesas, no sul do Maranhão, é o tipo de roteiro ideal para quem quer entrar em contato com a natureza. Sua principal atração são as inúmeras cachoeiras, que recompensam com águas claras e mornas aqueles que se aventuram a chegar até elas.
Todos os passeios saem da cidade de Carolina, onde os visitantes costumam ficar hospedados. Não espere uma infra-estrutura sofisticada. Os hotéis e as pousadas são simples, mas confortáveis. A maneira mais fácil de ter acesso à região é o avião, que desce em Imperatriz, a 220 km de Carolina. Como os vôos chegam à noite, recomenda-se pernoitar na cidade. Há linhas regulares de ônibus e vans que ligam os municípios.
Para aproveitar melhor os passeios, deve-se reservar cinco dias para ficar na região e contratar guias, que conhecem bem os caminhos até as cachoeiras. Nas pousadas ou na praça, no centro da cidade, são encontradas empresas que oferecem esses serviços.
O Complexo da Pedra Caída é atração obrigatória. Até chegar ao Santuário, uma cachoeira de 46 metros de altura, caminha-se pelo fundo do cânion do Rio Pedra Caída, com paredões de até 50 metros. No percurso, descansos estratégicos em outras duas quedas-d’água. Após almoçar em um dos restaurantes do complexo, o próximo destino é a Cachoeira da Pedra Furada. São 2 km pelo cerrado até chegar à queda-d’água, de 40 metros de altura.
Um dia inteiro deve ser reservado para visitar as Cachoeiras de São Romão, com 28 metros de altura, e a da Prata, ambas no Rio Farinha, um dos mais importantes da região. O trajeto até as atrações é feito em veículos 4X4 por dentro do cerrado, onde há a possibilidade de ver emas e mambiras, um tipo de tamanduá.
Não há infra-estrutura turística na região, mas os viajantes podem contar com a hospitalidade dos moradores para almoçar. O prato de galinha caipira, morta na hora, sai por R$ 16.
O Poço Azul e a Cachoeira de Santa Bárbara, na cidade vizinha de Riachão, são passeios imperdíveis e podem ser feitos no mesmo dia. O cenário traz uma imensa piscina azul-turquesa formada por nascentes que escorrem pelos paredões.
Depois de relaxar nas águas mornas, uma caminhada de dez minutos dá na Cachoeira de Santa Bárbara, que leva o nome da divindade da qual o proprietário das terras é devoto. A queda-d'água esculpiu nas pedras um formato que lembra um rosto; a água seria o véu. Os mais radicais podem fazer rappel ao lado da cachoeira. A aventura custa R$ 55 por pessoa, quando feita em grupos de quatro.
Para quem gosta de trilhas, uma opção é a caminhada até o topo do Portal da Chapada, onde também é possível praticar rappel. Quem subir até o Morro do Chapéu, o mais alto da região, com 360 metros, será presenteado com uma visão singular. Para tornar a subida menos cansativa, recomenda-se que o passeio seja feito logo cedo, evitando o sol forte. No Morro das Figuras, pode-se observar desenhos rupestres que teriam sido feitos por índios descendentes dos tupis-guaranis. É bom lembrar que para visitar algumas cachoeiras é necessário pagar taxas ambientais, que variam entre R$ 4 e R$ 6 por pessoa.

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