Todos os caminhos da arte
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sábado, 16 de março de 2002
Francelino França<br>Reportagem Local 
A 25ª Bienal de São Paulo, uma das três mais importantes do gênero no mundo, tem início no próximo dia 23 de março e se estende até o dia 2 de junho. A Bienal acontece em 30 mil metros quadrados do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, palco tradicional das transgressões visuais. O curador-geral Alfons Hug concentrou essa edição na temática Iconografias Metropolitanas.
A atual edição da mostra reúne 190 artistas de um total de 70 países. Essa exposição será dividida em cinco segmentos principais: 11 Metrópoles, Representações Nacionais, Núcleo Brasileiro, Salas Especiais e Web-Art. A exposição 11 Metrópoles reúne a produção artística mundial tendo como ponto de partida 11 metrópoles: São Paulo, Caracas, Nova Iorque, Joanesburgo, Istambul, Pequim, Tóquio, Sidney, Londres, Berlim e Moscou. Cada metrópole será representada por cinco artistas da respectiva localidade.
A surpresa está reservada na 12ª cidade, denominada de Cidade Utópica. Nesse espaço, os ativistas artísticos apresentam suas localidades idealizadas, formando o desenho de uma utopia. Os brasileiros Isay Weinfeld e Marcio Kogan (cineastas e arquitetos) apresentam a versão idealizada de São Paulo, com pinceladas futuristas.
O segmento Representações Nacionais apresenta obras de artistas convidados de 70 países, sendo um artista por nacionalidade. O curador-geral Alfons Hug deu mais visibilidade aos países africanos e asiáticos. Via de regra, os orientais têm pouco espaço em grandes mostras de arte contemporânea. Como parte do Núcleo Brasileiro, o curador Agnaldo Farias selecionou cerca de 30 artistas de diversos Estados para representar a produção nacional. Do Paraná, participam as artistas Eliane Prolik e Carina Weidle.
Pelo gigantismo da exposição, os organizadores acreditam que serão necessárias pelo menos três visitas à bienal para que o visitante não seja vitimado por uma overdose visual. Os monitores recomendam primeiramente uma atenção às representações nacionais, onde se encontram os artistas representando seus respectivos países. Depois, seria a vez de Iconografias Metropolitanas, espaço onde podem ser apreciados o mapeamento artístico das grandes cidades. Um desafio aos idealizadores da 25ª Bienal será o de atrair a atenção do público sem contar com as grifes de artistas consagrados como Monet, Degas, Portinari. As celebridades serão substituídas por um grupo de provocadores como Nelson Leiner, Carlos Fajardo, Julião Sarmento, Karim Lambrecht, Jeff Koons e Vanessa Beecroft.
Serviço: 25ª Bienal de São Paulo, de 23 de março a 02 de junho de 2002, local: Pavilhão da Bienal, portão 3 do Parque do Ibirapuera.


