Zilma Santos
De Lisboa
A ‘‘velha cidade, cheia de encanto e beleza’’ esparrama-se à beira do Tejo. O rio guarda a alma de Lisboa. Nos contornos sinuosos, um emoldura o outro. Lisboa antiga mantém intacta a aura que seduz visitantes de todas as idades. É difícil resistir à poesia e história de suas ladeiras, becos e labirintos em lugares como Alfama e Bairro Alto; nas fachadas imponentes de igrejas, museus e o casario preservado dos bairros históricos, além de monumentos, praças e chafarizes.
De qualquer ângulo, Lisboa é bela, mesmo com gruas altíssimas e prédios cercados por andaimes e protegidos por telas (sinais de obras) constantes. Da esplanada do Castelo de São Jorge, um dos muitos mirantes da cidade, têm-se uma vista privilegiada. É de lá que muitos foram ver o incêndio que durante dias consumiu parte do Chiado, em 1988. O trabalho de reconstrução, ainda não acabou. Em novembro, parte dos armazéns reconstruídos sob orientação do arquiteto Siza Vieira será reaberta abrigando um moderno centro comercial e artístico.
É do alto que Lisboa revela todo seu esplendor e cicatrizes adquiridas ao longo de séculos, com seus telhados desiguais, a mistura de cores e estilos. O nome vem do árabe Alisbona (que significa lugar agradável para se viver). A história registra a ocupação de fenícios, cartagineses, romanos, visigodos e árabes até cair em posse definitiva dos cristãos de Afonso Henriques, primeiro rei português que a conquistou em 1147. A Lisboa cristã cresceu rapidamente, ultrapassando as muralhas erguidas pelos muçulmanos. O vale da Baixa, a Mouraria, Alfama e a Ribeira ganharam novas ruelas e becos que ainda hoje se mantêm, apesar do terremoto seguido de incêndio que assolou a cidade em 1755.Às margens do Tejo, a capital portuguesa seduz turistas de todas as idades com rico patrimônio histórico que inclui monumentos, castelos e museus
ReproduçãoCENAS DA CIDADE A Ponte 25 de abril, um dos cartões postais de Lisboa, cruza o Tejo: rio embeleza ainda mais a sedutora capital portuguesa

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