A Folha de Londrina mantém há 24 anos o programa Folha Cidadania, levando o jornal às escolas públicas numa junção de informação e educação que hoje engloba a mídia impressa e digital
A Folha de Londrina mantém há 24 anos o programa Folha Cidadania, levando o jornal às escolas públicas numa junção de informação e educação que hoje engloba a mídia impressa e digital | Foto: Ricardo Chicarelli/ Arquivo Folha 03-08-2018



No próximo dia 13 de novembro, a Folha de Londrina comemora 70 anos de fundação do jornal - por João Milanez - , e é, portanto, considerado o mais longevo veículo de comunicação em atuação na cidade e o segundo do Estado. Para celebrar este momento, está sendo realizada a exposição "Esta Não é (mais uma) História de Amor", no Museu Histórico de Londrina, que segue até o dia 27 de novembro, retratando a relação que existe entre o jornal e as pessoas da cidade, seja pelo viés da informação ou pelo lado afetivo. Dividida em quatro partes, a exposição mostra capas históricas da FOLHA, a própria história do jornal contada por suas páginas e um espaço interativo. Hoje, a Folha de Londrina ampliou suas atividades e congrega o Grupo Folha de Comunicação que reúne a Folha de Londrina, Portal Bonde e a MultiTV Cidades.

Neste espaço interativo em questão estão sendo projetadas reportagens do mais recente projeto da FOLHA, o Transmídia, um trabalho que envolve diversas plataformas e mídias, apontando a tendência do jornal rumo ao futuro e universo digital, unido com a tradição e importância histórica do impresso. "Com esse caderno, propusemos um novo conceito de jornalismo. O Especial Transmídia disponibiliza a informação por meio de diversas ferramentas que o digital dispõe, como infográficos animados, gifs, imagens em 360 graus, mapas interativos e realidade imersiva por meio de aplicativos. Tudo isso aliado com texto, foto, vídeo e áudio", explica Patricia Alves, jornalista responsável, ressaltando as possibilidades pedagógicas que se ampliaram para uso em sala de aula pelos professores. O caderno é publicado mensalmente, tanto no impresso quanto no digital, com temas variados em reportagens especiais.

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Tecnologia no impresso


Uma das ferramentas do jornalismo digital usado no impresso é por meio do aplicativo "Realidade Aumentada", recurso disponibilizado há dois anos pelo jornal, no qual o leitor conta com uma tecnologia que permite a mistura do mundo virtual com o real, em formato 3D, possibilitando assistir a vídeos, ver infográficos e outras interações nas páginas dos cadernos, criando uma sinergia entre informação e tecnologia. "Para aproveitar o recurso, basta o leitor ter acesso à internet no celular ou tablet, baixar o aplicativo da empresa "Realidade Aumentada Brasil" na Google Play (Android) ou Apple Store (iOS) e apontar seu dispositivo móvel para a matéria com o ícone específico", detalha Sérgio Ranalli, editor de fotografia. (veja info/ foto)

Mas a tecnologia no jornal impresso também se apresenta por meio do "QR Code", um código de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera, ou seja, nem é preciso instalar aplicativo em muitos aparelhos. "Esta é mais uma ferramenta utilizada pelo jornal para ampliar o acesso ao conteúdo jornalístico. O QR Code consiste de um gráfico que contém informações como textos, galeria de fotos, infográficos ou páginas da internet e, neste caso, uma das vantagens é que dispensa a necessidade de se digitar endereços da web. Este tem sido um recurso muito utilizado pelos veículos impressos para que os leitores acessem conteúdo extra em seus celulares e tablets. No caso da FOLHA, relacionados a uma matéria publicada", acrescenta José Marcos da Silva, editor da equipe de imagem e infográfico. (veja ao lado)

Jornalismo digital X Fake News
A Folha de Londrina desenvolveu, recentemente, um projeto contra as chamadas "fake news", ou simplesmente "notícias falsas", junto a estudantes do ensino médio. Escolas públicas e particulares foram visitadas pela chefe de redação do jornal, Adriana De Cunto, que com a palestra "Boato não é notícia" leva esclarecimentos sobre a importância do cuidado na disseminação de conteúdos e como combater a desinformação. O público de 16 a 18 anos foi escolhido também por outro motivo: sensibilizar a participação dos jovens na política, principalmente em período eleitoral. "Falamos sobre os problemas que as notícias falsas acarretam e o quanto são nocivas, como se defender e identificar, levamos dados. Destacamos sobre a eleição, participação e interesse pelo tema. Com isso eles podem se tornar multiplicadores para outras pessoas", explica De Cunto.

Credibilidade e reflexão
Um estudo recente, realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa em Informática e Automação, na França, e da Universidade de Columbia, nos EUA, mostrou ainda que 60% de todos os posts das redes sociais são compartilhados sem sequer serem clicados. Esses dados mostram um cenário em que as fake news se espalham de maneira alarmante na internet, legitimada pelo comportamento dos internautas na disseminação de informações falsas. "Algumas dicas para combater as notícias falsas são buscar informações em fontes oficiais e veículos de informação com credibilidade. Existe responsabilidades no ambiente digital ao compartilhar informações", ressalta Luciana Fontes, gerente de circulação e coordenadora do projeto Folha Cidadania, o qual anuncia, na próxima semana, o vencedor do concurso "Pequeno Jornalista", um dos concursos culturais do projeto, sob o tema "Quais as consequências de compartilhar notícias falsas na internet?".

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