Todas as cores da Roda
TODAS
AS CORES
DA ROSA
A cantora Rosa Marya Colin se apresenta hoje e amanhã, no Teatro Paiol, em Curitiba
Antônio Mariano Júnior
Divulgação
Rosa Marya Colin: repertório do show vai passar pelas diversas facetas da cantora, através do jazz, blues, spiritual e popA voz continua a mesma, ou seja, arrepiante. Mas o nome artístico mudou por obra e força da numerologia. Agora, Rosa Maria, uma das cantoras mais talentosas e versáteis da MPB, atende por Rosa Marya Colin. Não bastasse, seu mais novo disco - Cores - vem com um solavanco pop. Um trabalho interessante, diga-se de passagem que parece ter endereço certo: o público jovem. Porém, os saudosistas não ficaram na mão. Mesmo com um revestimento mais contemporâneo, Rosa Marya Colin ainda se entrega de corpo, alma e voz a trazer à tona pérolas do cancioneiro norte-americano.
Essa atual fase musical da cantora poderá ser conferida hoje e amanhã, às 21 horas, no Teatro Paiol, em Curitiba, num espetáculo na base de voz e piano, calcado no mais recente disco. O repertório vai passar pelas diversas facetas da cantora através do jazz, blues, spiritual e pop.
Abre com Rosa Marya cantando, à capela, Poeira nos Olhos (Vicente Barreto) e prossegue, entre outras músicas, como Baby, Wont You Please Come Home, Stand By Me, Sai de Mim. Claro, California Dreaming, seu maior sucesso, não poderá faltar. A dúvida é se Rosa irá interpretá-la como balada ou com a versão dance incluída no mais recente disco. O propósito desse show é mostrar todas as nuances do meu canto- diz Rosa Marya.
Ela tem razão. A voz de contralto há 33 anos está a serviço dos mais diferentes estilos musicais. Rosa passou por quase todos, mas não se fixou em nenhum. Tornou-se, como ela mesmo reconhece, uma cantora cuja marca maior é o ecletismo. Estou à margem de todos os movimentos musicais. Por isso, não sei me classificar no cenário brasileiro. A única coisa que sei que sou é uma cantora talentosa e batalhadora- admite.
O disco Cores, lançado no final do ano passado, representa antes de mais nada a inquietude musical de uma cantora. É um passo ousado, sem dúvida. Próprio de quem percebe que há necessidade de se experimentar outros pratos que não o feijão com o arroz mesmo que bem temperado. Se deu bem. Cores, a princípio, pode assustar um pouco aquela fatia do público acostumado a vê-la apenas como uma intérprete de baladas, blues e jazz.
O fato, entretanto, é um só. Cores tem, na verdade, um rápido flerte com o pop. Nada de radical. É apenas um trabalho que revela um lado mais pulsante de Rosa Marya que desta vez resolveu dialogar, à sua maneira, com o público mais jovem. Minha pretensão desde California Dreaming era trabalhar com o público mais jovem. Acho que tenho o que falar com esse público- diz ela. Mas isso não significa que daqui para frente vou só cantar pop- complementa.
A idéia do disco nasceu de um encontro com o produtor Vinícius Sá que foi vê-la num show e vislumbrou na cantora algo de roqueira. Conversa vai, conversa vem, os dois resolveram trabalhar juntos. Rosa apresentou o repertório que gostaria de gravar e Vinícius o revestiu com uma sonoridade mais moderna. Resultado, Cores. Moral da história: quem é competente não teme ousadias.
Cores - show com a cantora Rosa Marya Colin. Hoje e amanhã, às 21 horas, no Teatro Paiol, em Curitiba. Ingressos antecipados a R$ 10,00. Postos de venda: bilheteria do teatro e lojas Kopenhagen, no Shopping Curitiba. Mais informações pelo telefone (041) 322-1525.





