A cineasta Tizuka Yamazaki passou pelo menos dois dias da semana passada em Curitiba, mantendo contatos com empresários em busca de apoio para o filme ‘‘Gaijin 2’’, que começará a ser rodado em julho, de acordo com o cronograma. A diretora foi recebida pela secretária da Cultura, Lúcia Camargo, e pelo governador Jaime Lerner. ‘‘O governador vai me dar todo apoio para a produção do filme’’, disse à Folha Dois.
Cinco meses antes de registrar as primeiras imagens, Tizuka Yamazaki tem pressa das respostas das prefeituras municipais que aceitaram entrar no projeto. Como os apoios continuam na intenção, é preciso agora a concretização. A cineasta queixou-se de que tem prefeito ‘‘empurrando com a barriga’’ as promessas feitas ano passado. Se for assim ‘‘vou pular de barriga’’, avisou. Ou seja, vai bater em outras portas.
‘‘Se não houver apoio à infraestrutura, não valerá a pena eu sair do Rio de Janeiro para filmar no Paranᒒ, alegou. ‘‘Estou na época de ter respostas ao investimento que fizemos ano passado inteirinho. Preciso de uma resposta dos prefeitos de Londrina, de Foz, de Curitiba’’. Nem todas as cidades têm condições de colaborar, mas algumas são imprescindíveis, como é o caso de Assaí. ‘‘Interessa a mim filmar nesses locais, então eu vou’’, explicou a diretora.
O tempo urge. ‘‘Preciso das respostas sobre apoio à infra-estrutura, para que possa me organizar a nível de agenda. O tempo para as autoridades pensarem, a gente já deu. Agora é hora de fazer o cronograma’’, disse Tizuka.
Em meio à correria dos últimos dias, surgiu uma novidade - a sinalização de Foz do Iguaçu, que estaria interessada na produção do ‘‘Gaijin 2’’. A entrada em cena do município foi benvinda. Além de ser mais um parceiro no projeto, iria enriquecer o filme com suas cataratas, aplaudiu Tizuka.
CriseDura na queda, a cineasta não se intimida com a cara selvagem da crise. Períodos como este, em que o dinheiro torna-se miragem, têm as características de serem difíceis, mas instigantes. Esse é o seu lado benéfico: ‘‘Toda vez que há crise a cabeça fica mais esperta e a gente procura soluções criativas. Talvez não seja a hora de construir edifícios, pontes, estradas. Talvez seja a hora de se voltar mais para aquilo que o homem faz a nível cultural. Aposto que vou fazer o filme’’.
Se o mundo globalizado que aí está não oferece saída, o jeito é buscar alternativas de trabalho. ‘‘Acho que cultura é um investimento muito bom: não custa caro e dá visibilidade’’, ela costuma dizer aos empresários. E torce para que compactuem da idéia.
Seja como for ‘‘a gente continua batalhando’’, disse a cineasta. Ela aproveitou ainda sua estadia em Curitiba para formalizar um projeto ao Estado do Paraná. ‘‘Quero rodar o filme e deixar aqui uma contribuição que acho significativa para a área audiovisual’’, finalizou.

mockup