Títulos do baú de Assis


Conheça alguns livros indispensáveis sobre o autor
- Machado de Assis para Principiantes, organizador Marcos Bagno, 1998, Editora Ática. Divididos em 10 temas (adultério, ceticismo, dinheiro, loucura, mulheres, política, sensualidade, ser & parecer, vaidade e humor), o objetivo dessa obra é orientar jovens leitores sobre a vasta produção machadiana. Um cardápio abrangente do grande mestre é apresentado sob forma de pequenas frases e citações, ou trechos mais longos. Ao final de cada capítulo é apresentado um conto integral relativo ao tema abordado.
- O Circuito das Memórias em Machado de Assis, de Juracy Assmann Saraiva, 1993, Editora Edusp. Doutora em teoria, Juracy examina as peculiaridades da construção dos três mais importantes romances de Machado de Assis: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Memorial de Aires. Num texto aprofundado e denso, a autora mostra os pormenores das narrativas memoralísticas do imortal.
- Pensamentos e Reflexões de Machado de Assis, organização de Gentil de Andrade, 1990, Editora Civilização Brasileira. O bruxo do Cosme Velho morava na filosofia. Em toda sua obra literária é possível encontrar jóias preciosas como ‘‘loteria é mulher: pode acabar cedendo um dia’’.
- Machado de Assis – Impostura e Realismo, de John Gledson, 1984, Cia. das Letras. O autor inglês é um dos mais renomados estudiosos do universo de Machado de Assis, fazendo nessa obra uma análise do romance Dom Casmurro. Entre outras coisas, ele ressalta que a prosa machadiana encobre múltiplas e refinadas relações entre o material literário e a sociedade brasileira do século XIX.
- A Juventude de Machado de Assis, de Jean-Michel Massa, 1971, Editora Civilização Brasileira. Uma extensa biografia (630 páginas), realizada por um estudioso francês, que já publicou outros livros sobre Machado. Ele se deteve desde o nascimento do escritor, em 1839, até 1870.
- Memórias Póstumas de Machado de Assis, de Josué Montello, 1997, Editora Nova Fronteira. O também imortal Josué Montello, nesse livro lançado no ano do centenário da Academia Brasileira de Letras, vasculhou as reminiscências de nosso maior escritor, suas crônicas, seus estudos críticos e também a correspondência epistolar. Há textos que correspondem à memória pura de Machado, outros são memórias deduzidas, segundo o autor.
- Os Inimigos de Machado de Assis, de Josué Montello, 1998, Editora Nova Fronteira. Dando prosseguimento aos estudos sobre a obra literária do autor carioca, Montello destaca nesse livro que Machado de Assis não foi uma unanimidade. Recebeu críticas severas, sem nunca respondê-las, nem guardar mágoas. Na época do lançamento de Dom Casmurro, um crítico escreveu ‘‘parece exagerado quatrocentas páginas para tão pouco’’. Outra crítica ácida garimpada por Montello dizia que Machado era ‘‘um tipo morto antes do tempo na orientação nacional’’.
- Capitu – Memórias Póstumas, Domício Proença Filho, 1998, Editora Artium. A menina de olhos dissimulados, finalmente, teve a chance de se defender, desvendando o mistério chamado Capitu. A metaficção do autor, apresenta a versão de Capitu, coisa que não aconteceu em Dom Casmurro. Assim como Brás Cubas, essa obra é escrita do ‘‘além-túmulo’’.
- Amor de Capitu, de Fernando Sabino, 1999, Editora Ática. Essa recriação literária sobre Dom Casmurro retira o narrador Bentinho. O autor reescreve o romance em terceira pessoa, sem desvirtuar as características da obra-prima. Mais uma vez o mistério de Capitu rende outro livro, abrindo uma nova possibilidade de leitura.
- O Olhar Oblíquo do Bruxo, de Marta de Senna, 1998, Editora Nova Fronteira. É uma reunião de ensaios de literatura comparada, em que a autora busca na biblioteca de Machado de Assis os autores com quem mais dialogou. Shakespeare, Sterne, Filding e outros habitaram as estantes do bruxo de Cosme Velho. A verdadeira inspiração para Dom Casmurro foi Hamlet. Bentinho e Hamlet são hesitantes, equivocados, densos de conflitos e ambiguidades. Bentinho é um príncipe vacilante, na concepção de Marta de Senna.
- Machado de Assis – O Enigma do Olhar, de Alfredo Bosi, 1999, Editora Ática. A questão machadiana nunca está encerrada. Nesse livro, Bosi vasculha o que já foi produzido pela crítica nas últimas décadas sobre o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas. O olhar sobre a obra e sobre o autor confirma o status de grande mestre da literatura universal.

mockup