Titanic chega tranqüilo ao Oscar
France Presse
ReproduçãoLeonardo DiCaprio
e Kate Winslet
ficaram sem o
Oscar mesmo sendo
protagonistas de
Titanic, um dos
filmes mais
premiados da história Titanic prosseguiu anteontem sua viagem triunfal ao arrebatar onze Oscars e empatar com o recorde até então ostentado por Ben-Hur há 38 anos.
A tragédia romântica de James Cameron no célebre navio - que no verão passado parecia condenado ao fracasso - há três meses bate todo e qualquer tipo de recorde no mundo inteiro.
Além de ser o primeiro filme de todos os tempos a romper a mítica barreira do um bilhão de dólares, Titanic também empatou com o recorde de indicações para o Oscar em poder de A malvada, de Joseph Manckievicz, 1951.
A equipe de Titanic, que só não contou com a presença do protagonista Leonardo DiCaprio, que se recusou a ir à cerimônia por ter ficado de fora das indicações, passou a noite comemorando a grande vitória: melhor filme, melhor diretor, melhor fotografia, melhor direção artística, melhor montagem, melhor som, melhor figurino, melhores efeitos especiais visuais e sonoros, melhor trilha sonora e melhor canção original, que foi interpretada pela canadense Celine Dion.
Titanic, uma superprodução da Paramount e da Fox, filmada principalmente na localidade mexicana de Rosarito, só deixou escapar os prêmios em três das 14 categorias nas quais foi indicada, duas de interpretação (melhor atriz e melhor atriz coadjuvante) e de maquiagem.
O Oscar dado a Titanic representa o triunfo da superprodução condenada inicialmente ao fracasso. Quando Cameron dobrou seu orçamento e a estréia do filme teve ser adiada de julho a dezembro, a maiora dos especialistas previram o fracasso de um filme cujo final todos conheciam e cujos protagonistas, Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, eram pouquíssimo conhecidos.
Os especialistas erraram redondamente e o filme acabou fascinando o público do mundo inteiro. Queriam que Titanic fosse o que o Dr. Jivago foi sobre a revolução russa. Não é realmente isso. É história sobre dois seres humanos, explicou James Cameron ao New York Times.
O romantismo de um amor destinado à morte e a qualidade dos efeitos especiais combinaram-se para assegurar o êxito de um filme de mais de três horas.





