Avise seus pais. Eles também vão gostar de saber que Hagar e Pinduca estão de volta às bancas. Os dois personagens retornam ao mercado dos quadrinhos em formato caprichado de livro com capa cartonada e plastificada. Os títulos pertencem à coleção Opera King, criada pela editora Opera Graphica para publicar os clássicos do gênero.
Hagar, o Horrível, foi gestado há mais de duas décadas pelo cartunista Dik Browne. Hoje suas tiras são publicadas em quase dois mil jornais ao redor do mundo. É um herói trapalhão, um viking amalucado, um guerreiro bárbaro pacato que passa dias fora de casa saqueando países do Norte da Europa. Tem cabelos desalinhados e usa roupa de pele de urso, capacete com chifres e um escudo caindo aos pedaços.
Comilão, não dispensa também barris e barris de cerveja para festejar – ou se preparar para – as batalhas. Nas histórias, tem a companhia de Helga (sua prendada esposa), Hamlet, Honi, Eddie Sortudo, Snert, Dr. Zook e Kvack. Na capa, uma inscrição deverá deixar trintões obcecados: ‘‘antologia inédita’’. Também objeto de desejo de leitores de todas faixas etárias, a compilação das tiras de Pinduca resgata a arte da pantonina trazendo para as HQs a herança de Charles Chaplin, Buster Keaton e outros gênios do cinema mudo.
Criado por Carl Anderson, originalmente com o nome Henry, o moleque careca e maroto ressurge em 100 páginas singelas protagonizando gags roteirizadas por John Liney e desenhadas por Don Trachte. Invariavelmente, aparece manifestando sua paixão pela namorada Henriqueta, pelo seu cãozinho ou pelos sorvetes. No Brasil, Pindura estreou no Suplemento Juvenil de Adolpho Aizen, que depois voltou a publicar o personagem em título próprio na Ebal.
Ele despontou ainda em título próprio, em tablóides e coletâneas. Suas tiras saíram em quase todos os grandes jornais das capitais. O curioso é que o personagem chegou a ser rebatizado, aqui e ali, de ‘‘Carequinha’’. Felizmente, a edição que desembarca agora nas bancas poupou sua legião de admiradores da gafe.

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