São Paulo, 24 (AE) - Há textos que são abençoados pelo cinema. O de "Tio Vânia, de Chekhov, rendeu dois filmes belíssimos. O filme russo de Andrei Konchalovski com Innokenti Smoktunovski, nos anos 70, e "Tio Vânia em Nova York", de Louis Malle, nos 90. O segundo passa amanhã (25) no Canal 21.
Malle reinventou o conceito de teatro filmado ao mostrar um grupo de atores de Nova York numa leitura dramática de "Tio Vânia". A peça representa um momento superior, mesmo numa dramaturgia privilegiada como a de Chekhov.O diretor recria, em roupagens modernas, a essência do dramaturgo: clima melancólico, personagens decadentes e entediados, perdidos entre o fim de uma época e o futuro incerto. O discurso final de "Tio Vânia é obra de gênio.

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